O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a designação de várias organizações criminosas da América Latina como grupos terroristas. A medida tem como objetivo justificar ações para conter o fluxo de drogas ilícitas para território norte-americano e interromper o financiamento de redes narcoterroristas, conforme reiterado pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Desde o retorno à Casa Branca, o Departamento de Estado incluiu dezenas de organizações criminosas de países como México, Venezuela, Guatemala e Equador na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO). A classificação abre caminho para sanções financeiras rigorosas, consequências legais nos Estados Unidos e possíveis ações militares.
Grupos designados por país
A lista de organizações classificadas inclui facções em diferentes nações latino-americanas:
- Brasil: Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), classificados em maio. Segundo o Departamento de Estado, os grupos lideram milhares de membros e mantêm redes ilícitas que ultrapassam as fronteiras brasileiras.
- México: Cártel del Golfo, Cártel de Sinaloa, Cártel del Noreste, La Nueva Familia Michoacana, CJNG (Cártel Jalisco Nueva Generación), Carteles Unidos, Cartel de Juárez e Los Viagras.
- Venezuela: Tren de Aragua e Cartel de los Soles. O governo venezuelano classificou as acusações contra o Cartel de los Soles como uma invenção e uma farsa.
- Equador: Los Choneros, Los Lobos, Los Chone Killers e Los Tiguerones.
- Haiti: Viv Ansanm e Gran Grif.
- El Salvador: MS-13 (Mara Salvatrucha).
- Colômbia: Clan del Golfo.
- Guatemala: Barrio 18.
Como parte da campanha de segurança, as Forças Armadas dos EUA realizaram pelo menos 75 ataques militares contra embarcações suspeitas de transporte de drogas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico desde setembro de 2025, resultando na morte de pelo menos 227 pessoas, de acordo com os dados divulgados.
