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Governo Trump revoga vistos de autoridades latino-americanas

O governo de Donald Trump revogou e restringiu vistos de 27 autoridades e empresários latino-americanos da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru por corrupção.

Redação•29 de set. de 2026, 02:30
Governo Trump revoga vistos de autoridades latino-americanas
Imagem: site

Governo Trump revoga vistos de autoridades latino-americanas

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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 28, a revogação ou restrição de vistos de 27 autoridades, ex-autoridades, empresários e seus familiares originários de países da América Latina. A iniciativa atinge cidadãos da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.

De acordo com o Departamento de Estado, a medida tem como foco estrangeiros envolvidos em atos de corrupção ou narcotráfico que tenham atuado para minar governos democraticamente eleitos. A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla da gestão Trump para intensificar a cooperação com nações latino-americanas no enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas.

Os países afetados — Bolívia, Colômbia, Equador e Peru — integram o Escudo das Américas, uma coalizão estabelecida neste ano por Trump com o objetivo de articular o hemisfério ocidental contra o tráfico de drogas, o crime organizado e outras ameaças à segurança regional. Recentemente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, visitou a Colômbia, o Equador e o Peru para reiterar o apoio dos Estados Unidos aos esforços locais contra o tráfico de drogas e de pessoas.

"Funcionários corruptos — e os criminosos que eles protegem — não são bem-vindos nos Estados Unidos", declarou o Departamento de Estado por meio de nota oficial.

Principais alvos e sanções na Bolívia

Entre os principais alvos da ofensiva está o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, que assumiu o cargo em 2024 para um mandato de seis anos. O Departamento de Estado americano o acusa de abuso de cargos públicos por meio da solicitação e aceitação de subornos para facilitar o narcotráfico, além de auxiliar criminosos violentos a fugirem da Justiça.

Segundo Washington, as atitudes de Mariaca comprometem os esforços do presidente Trump contra o narcoterrorismo e enfraquecem as instituições democráticas bolivianas fortalecidas pelo Escudo das Américas. Por conta disso, Mariaca e seus familiares imediatos foram declarados inelegíveis para ingressar nos Estados Unidos, após designação pública por corrupção significativa.

A punição foi fundamentada na seção 7031(c) da legislação americana, que autoriza sanções contra estrangeiros associados a casos graves de corrupção ou violações de direitos humanos com base em informações confiáveis obtidas pelo secretário de Estado.

Além do procurador-geral, a medida atinge outros 12 cidadãos bolivianos e seus familiares, compreendendo:

  • Procuradores e juízes
  • Um ex-ministro da Justiça
  • Um magistrado constitucional
  • Um coronel da polícia

Para esses indivíduos, os vistos existentes foram revogados. Adicionalmente, outros nove bolivianos sem visto vigente foram considerados inelegíveis para a emissão do documento.

Sanções na Colômbia, Equador e Peru

Na Colômbia, as restrições recaem sobre o empresário Euclides Antonio Torres Romero, controlador de um conglomerado focado em energia, iluminação pública e sinalização de trânsito, e sobre a senadora Martha Isabel Peralta Epieyú, afiliada ao Pacto Histórico e ao Movimento Alternativo Indígena e Social (MAIS).

O Departamento de Estado também aplicou restrições a dois cidadãos equatorianos e ao juiz constitucional peruano Juan Carlos Núñez Matos.

A política implementada baseia-se na Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos, que faculta a restrição de estrangeiros cujas atividades possam gerar consequências adversas graves para a política externa americana.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/governo-trump-revoga-vistos-de-quase-30-autoridades-latino-americanas-por-corrupcao/

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