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Economia

Grupo Camari mira expansão em SP e prevê produzir 25 toneladas de carne por dia

O Grupo Camari planeja elevar sua produção para 25 toneladas diárias no interior de SP, focando em verticalização, produtos de valor agregado e expansão regional.

Redação•01 de set. de 2026, 00:02
Grupo Camari mira expansão em SP e prevê produzir 25 toneladas de carne por dia
Imagem: site

Grupo Camari mira expansão em SP e prevê produzir 25 toneladas de carne por dia

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O Grupo Camari, especializado na produção e industrialização de proteínas animais, está se preparando para uma nova etapa de expansão no interior de São Paulo. Após três décadas de operação, a empresa pretende elevar a produção dos atuais 18 a 19 toneladas de carne por dia para até 25 toneladas nos próximos anos, movimento que deve exigir novos investimentos principalmente na suinocultura.

Capacidade instalada e horizontes de crescimento

Segundo o fundador e diretor do Grupo Camari, José Camilo Mendonça, a indústria já possui capacidade instalada para operar nesse patamar, mas o aumento da produção dependerá da ampliação gradual da estrutura de granjas. "Nós temos uma capacidade já instalada dentro da Camari hoje para trabalhar com folga até 24, 25 toneladas por dia", afirmou. Segundo ele, a empresa trabalha com a possibilidade de alcançar esse volume em um horizonte de dois a três anos, embora os projetos estejam sendo estruturados para os próximos cinco anos.

Expansão comercial e alcance regional

A expansão ocorre em paralelo ao avanço comercial da companhia no interior paulista. A Camari atende atualmente a Rede Savegnago e foi convidada a ampliar a presença para regiões como São Carlos e Araraquara. A estratégia é avançar pelo centro do estado, mantendo uma operação regional que favoreça a distribuição de produtos resfriados. A companhia, que possui atualmente inspeção pelo SISP (Serviço de Inspeção do Estado de São Paulo), deve acrescentar aproximadamente 100 quilômetros à área de distribuição, alcançando novos mercados a partir da região de Ribeirão Preto, Jaboticabal e outras cidades já atendidas.

Foco em produtos industrializados e valor agregado

A estratégia de crescimento também passa pela mudança no perfil do portfólio. A empresa pretende ampliar a participação de produtos de maior valor agregado, como temperados, embutidos, defumados, hambúrgueres e itens porcionados. Para Mendonça, a mudança acompanha a transformação do comportamento do consumidor, que busca cada vez mais praticidade. "O cliente quer o produto já pronto ou semipronto", disse, destacando que a tendência favorece produtos que podem ser levados diretamente da gôndola para casa.

A aposta em alimentos processados também possui uma lógica financeira. De acordo com o empresário, a carne in natura está mais exposta às oscilações típicas das commodities, enquanto produtos industrializados podem proporcionar maior estabilidade às margens. A companhia prevê novos investimentos em equipamentos para ampliar a industrialização, com destaque para a linha de temperados voltados ao churrasco.

Verticalização da cadeia produtiva

A estratégia da Camari é baseada em uma forte verticalização. A empresa atua desde a aquisição de grãos para alimentação animal até a produção e industrialização. Na suinocultura, a alimentação representa cerca de 70% dos custos da operação. Para reduzir a exposição às oscilações de preços, a companhia realiza a compra antecipada de milho, sorgo, farelos e aminoácidos.

Na bovinocultura, a empresa trabalha com recria suplementada e confinamento. Mendonça aponta o custo de aquisição dos animais como um dos principais desafios, citando a pressão na relação entre o preço do bezerro e o valor da arroba do boi. O objetivo é elevar a produtividade e controlar os custos em toda a cadeia.

Planos para abatedouro próprio e biossegurança

Um dos próximos passos poderá ser a entrada no abate de suínos, hoje terceirizado. Um abatedouro próprio permitiria capturar receitas de subprodutos, como farinhas de carne e sangue. No entanto, o investimento depende de escala, com a expectativa de um crescimento de 20% a 25% no volume atual para viabilizar o projeto. No caso da bovinocultura, a escala atual ainda não justificaria uma unidade própria.

Outro pilar é a biossegurança. Desde 2013, a Camari investe em granjas de alto nível sanitário, livres de micoplasma, o que reduz problemas respiratórios e o uso de antibióticos. Essa estrutura prepara a empresa para demandas futuras de mercados exigentes e uma possível estratégia de exportação, que exigiria a transição do SISP para o SIF (Serviço de Inspeção Federal).

Sucessão familiar e história

O processo de expansão é acompanhado pela sucessão familiar, com os filhos de Mendonça, Lucas e Gabriel, já envolvidos nos negócios. A trajetória da empresa começou em 1996, quando Mendonça deixou o setor de fertilidade do solo para investir na suinocultura. O projeto evoluiu da criação a campo para a industrialização, sempre com o foco em agregar valor à produção.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/camari-mira-expansao-em-sp-e-preve-produzir-25-toneladas-de-carne-por-dia/

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