Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas realizada nesta terça-feira (22), o presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o conflito em Gaza como um “espetáculo que deveria envergonhar a todos”. Em um discurso marcado por forte emoção perante líderes mundiais, o mandatário francês criticou os esforços de paz na região e pontuou que nenhum corredor humanitário havia sido aberto.
Macron também voltou suas críticas para o crescimento da violência cometida por colonos na Cisjordânia. Segundo o líder, essas ações retiram do povo palestino o seu direito legítimo à existência. Ele ainda declarou que aqueles que defendem que a segurança israelense depende da violação da soberania dos vizinhos cometem um erro fatal, o que enfraqueceria e colocaria em risco a segurança de Israel no presente e no futuro.
A respeito da segurança global, o presidente da França ressaltou a urgência de fortalecer a defesa da Ucrânia antes do período de inverno. Ele solicitou o envio adicional de drones e interceptadores de mísseis, além de apoiar uma dupla moratória voltada para infraestruturas energéticas e civis, bem como para ataques no Mar Negro e nas rotas de grãos, visando proteger a segurança alimentar.
No contexto do Oriente Médio, Macron apontou como prioridade urgente a reabertura do Estreito de Ormuz para assegurar a estabilidade no abastecimento de energia, reafirmando o compromisso francês com a defesa do direito internacional na área. O chefe de Estado também divulgou uma iniciativa de cooperação voltada para o desenvolvimento de um modelo de inteligência artificial de ponta em código aberto, com o objetivo de diminuir a dependência em relação às grandes potências globais.
Por fim, o líder francês reforçou os chamados por união no combate à crise climática, defendendo o avanço nas ações de descarbonização, na proteção da biodiversidade e na busca pela neutralidade de carbono até o ano de 2050.
