O ex-ministro e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao declarar que o petista defende alterações nas normativas do mercado de apostas online desde 2024. A declaração ocorre após o governo federal anunciar o envio de uma Medida Provisória (MP) para determinar a proibição total de apostas esportivas, as chamadas bets, no território nacional.
Durante o ato político denominado "Juntas com Haddad e Lula", ocorrido na Praça da Sé, no centro de São Paulo, o ex-chefe da equipe econômica rejeitou as acusações de que a gestão federal teria tomado atitudes contra o setor apenas recentemente, nas proximidades do período eleitoral. Segundo Haddad, o chefe do Executivo já buscava disciplinar a questão anteriormente.
- Histórico político: Haddad afirmou que Michel Temer autorizou o funcionamento inicial do setor, enquanto a gestão de Jair Bolsonaro teria permanecido inativa diante da proliferação das plataformas.
- Posicionamento presidencial: O ex-ministro sustentou que o presidente Lula iniciou o processo de imposição de ordem no setor e já havia advertido, no período da regulamentação, sobre a possibilidade de sanções mais severas caso as normas iniciais se mostrassem insuficientes.
O ex-ministro também justificou a necessidade de medidas enérgicas ao mencionar uma operação recente conduzida conjuntamente pela Receita Federal e pela Polícia Federal contra plataformas de apostas. Conforme o político, as estruturas vêm sendo utilizadas para crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de prejudicar a população, atingindo um limite insustentável.
