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Helder Barbalho disputa o Senado pelo Pará nas eleições de 2026

Ex-governador do Pará e filiado ao MDB, Helder Barbalho concorre ao Senado Federal nas eleições de 2026 com o pai como primeiro suplente.

Redação•18 de set. de 2026, 23:48
Helder Barbalho disputa o Senado pelo Pará nas eleições de 2026
Imagem: site

Helder Barbalho disputa o Senado pelo Pará nas eleições de 2026

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Nascido em uma tradicional família da política paraense, Helder Barbalho (MDB) é candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026. Aos 47 anos e natural de Belém, o emedebista deixou o governo do estado em abril de 2026, cargo que ocupou por dois mandatos. Formado em Administração pela Universidade da Amazônia (UNAMA) e com pós-graduação em Gestão Pública pela FGV, ele iniciou sua trajetória institucional em 2000, ao ser eleito vereador de Ananindeua. No mesmo município, o segundo maior colégio eleitoral paraense, exerceu dois mandatos como prefeito após vencer os pleitos de 2004 e 2008. Antes disso, em 2002, conquistou 68 mil votos e assumiu uma vaga de deputado estadual.

Trajetória familiar e política nacional

Helder é filho de figuras centrais da política do estado: sua mãe, Elcione Barbalho (MDB), atua como deputada federal, enquanto seu pai, Jader Barbalho (MDB), é senador e ex-governador. Jader, cujo mandato no Senado termina ao final de 2026, concorre como primeiro suplente na chapa do filho. A composição conta ainda com Samuel Câmara (Republicanos) como segundo suplente.

Em 2014, Helder disputou o governo estadual, sendo derrotado no segundo turno por Simão Jatene (PSDB). Naquele mesmo ano, no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), assumiu o Ministério da Pesca e Aquicultura e, com a extinção da pasta, passou a comandar a Secretaria de Portos. Posteriormente, integrou a gestão de Michel Temer (MDB) como ministro da Integração Nacional. Retornou às disputas estaduais em 2018, quando venceu a eleição para o governo com 55,4% dos votos, sendo reeleito em 2022 com 70,4%.

Com sua renúncia em abril de 2026 para concorrer ao Senado, a vice-governadora Hana Ghassan (MDB) assumiu o comando do Executivo estadual. A atuação política e o histórico familiar também aproximaram seu nome do chamado "Centrão", havendo articulações de bastidores para que integrasse a chapa presidencial de Lula (PT) como vice, o que não se concretizou.

Polêmicas e investigações

Durante a Operação Lava Jato, o candidato foi acusado de receber R$ 1,5 milhão da Odebrecht para sua campanha estadual de 2014, com base em delações de executivos da empreiteira. A suspeita gerou um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva. Na época, Helder negou irregularidades e declarou que os recursos foram prestados contas à Justiça Eleitoral.

O político também foi alvo de busca e apreensão durante a crise da Covid-19, em investigação sobre supostos desvios de recursos públicos na compra de respiradores e equipamentos hospitalares. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) arquivou o caso em outubro de 2023. Além disso, o candidato foi absolvido de acusações de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação relacionadas ao uso de veículos do Grupo RBA.

Propostas e declaração de bens

Na corrida pelo Senado, o emedebista prioriza propostas voltadas à educação, defendendo a construção e o fortalecimento de instituições de ensino no estado, que atualmente abriga quatro universidades federais. Na área de segurança pública, o candidato apoia medidas duras contra o crime organizado, com promessas de novos concursos públicos e investimentos em equipamentos e viaturas policiais, caso seja eleito.

Em sua declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o postulante informou um patrimônio de R$ 15,4 milhões, composto por imóveis, participações societárias e aplicações financeiras.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/quem-e-helder-barbalho-candidato-ao-senado-pelo-para/

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