NewsHub
Mundo

Histórico mostra que presidentes dos EUA raramente vencem as Midterms

Histórico americano aponta que poucos presidentes conseguiram ampliar bancadas no Congresso durante as Midterms; saiba quais foram as exceções.

Redação•21 de set. de 2026, 11:23
Histórico mostra que presidentes dos EUA raramente vencem as Midterms
Imagem: site

Histórico mostra que presidentes dos EUA raramente vencem as Midterms

Ouça esta matéria em voz alta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou o desejo de alterar a dinâmica tradicional das Midterms, as eleições de meio de mandato que renovam o Congresso em novembro. Ao confirmar sua entrada total na campanha republicana, Trump declarou: "Seja você um bom presidente ou um ótimo presidente, você perde as eleições de Meio de Mandato. Vamos mudar isso porque não há motivo para tal".

Historicamente, a legenda do chefe do Executivo costuma perder assentos no Congresso durante o pleito, que funciona como um referendo sobre a gestão, principalmente na Câmara dos Deputados. A regra abrange tanto democratas quanto republicanos, sendo raros os casos de ampliação de bancadas na história recente do país. Apenas três mandatários conseguiram tal feito: Franklin D. Roosevelt, Bill Clinton e George W. Bush.

Precedentes históricos nas eleições de meio de mandato

No primeiro mandato de Franklin D. Roosevelt, em 1934, o Partido Democrata conquistou mais nove cadeiras na Câmara e nove no Senado. O avanço ocorreu em meio à implementação do conjunto de reformas econômicas conhecido como “New Deal”, voltado para superar a Grande Depressão, e ao forte apoio popular. Nas eleições de 1938 e 1942, contudo, o partido saiu derrotado.

Posteriormente, Bill Clinton enfrentou perdas de 54 deputados e oito senadores nas Midterms de 1994. No entanto, no pleito de 1998, os democratas ampliaram levemente a representação na Câmara e mantiveram o Senado, mesmo com Clinton enfrentando um processo de impeachment motivado pelo escândalo com a ex-estagiária Monica Lewinsky, o qual não contava com amplo apoio popular.

Já em 2002, George W. Bush obteve um desempenho positivo nas urnas para os republicanos, impulsionado pela alta popularidade após os atentados de 11 de setembro. O republicano registrou uma aprovação média de 71,4% ao longo daquele ano, segundo dados do Instituto Gallup.

Desempenho de gestões recentes e o impacto estrutural

Durante seu primeiro governo, Donald Trump seguiu a tendência histórica e viu os republicanos perderem 41 deputados, enquanto os democratas assumiram o controle da Câmara, embora o Senado tenha permanecido com maioria republicana. Dinâmica semelhante ocorreu na administração de Joe Biden, cujo partido recuou na Câmara, mas conservou o Senado, frustrando a expectativa de uma onda vermelha republicana.

De acordo com o analista da CNN Lourival Sant’Anna, as diferenças de resultados ocorrem porque as disputas para a Câmara e o Senado medem aspectos distintos. Na Câmara, onde os 435 deputados disputam a preferência do eleitor a cada dois anos, oscilações nacionais de aprovação impactam o mapa inteiro simultaneamente, transformando o pleito em um plebiscito sobre o presidente. Em contrapartida, no Senado apenas um terço das 100 cadeiras é renovado, permitindo que, mesmo com um presidente impopular, as vagas em disputa estejam localizadas em estados favoráveis.

Preocupações com a popularidade e cenários no Congresso

A taxa de aprovação de Donald Trump tem gerado alertas entre os republicanos. Pesquisas recentes da Reuters/Ipsos apontaram que a popularidade do presidente recuou para 33%, a mínima de sua carreira, pressionada pelo custo de vida e pela insatisfação com a guerra contra o Irã. Embora tenha havido uma leve recuperação para 35%, o cenário continua desfavorável para o partido: 44% dos entrevistados declararam intenção de votar nos democratas para o Congresso, contra 37% que escolheram os republicanos.

O levantamento de voto genérico indicou uma vantagem de sete pontos para a oposição, a maior desde o retorno de Trump à Casa Branca. Adicionalmente, pela primeira vez em uma década, os eleitores preferiram os democratas aos republicanos na gestão da economia.

Segundo o analista-chefe de dados da CNN, Harry Enten, as projeções apontavam 52% de probabilidade de os democratas conquistarem a maioria nas duas casas legislativas em agosto. Apesar do momento favorável, a disputa pelo Senado apresenta desafios para a legenda de oposição, que precisa virar pelo menos quatro cadeiras para superar a maioria republicana atual de 53 a 47. Do total de 35 vagas em disputa, apenas nove são consideradas altamente competitivas, incluindo estados como Alasca, Texas, Ohio, Iowa e Carolina do Norte.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/presidente-dos-eua-saiu-vitorioso-poucas-vezes-nas-midterms-saiba-quais/

Compartilhar