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IA torna formação universitária mais essencial, diz estudo

Estudo da Pearson e AWS revela que 74% dos estudantes e empregadores brasileiros acreditam que a inteligência artificial torna a formação universitária mais essencial. A pesquisa destaca a importância do diploma para desenvolver pensamento crítico e competências, mesmo com o avanço da tecnologia. Saiba mais.

Redação•01 de set. de 2026, 18:56
IA torna formação universitária mais essencial, diz estudo
Imagem: site

IA torna formação universitária mais essencial, diz estudo

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Um estudo realizado pela Pearson em parceria com a Amazon Web Services (AWS), obtido com exclusividade pela CNN Brasil, investigou o impacto da inteligência artificial (IA) no ensino superior em seis países. A pesquisa, que ouviu estudantes, empregadores e líderes de ensino, revelou que a IA não diminui a importância do diploma universitário — pelo contrário, amplia sua relevância.

Formação universitária ganha valor com a IA

No Brasil, 74% dos estudantes e empregadores afirmam que a inteligência artificial torna a formação universitária mais essencial. Esse índice é um dos maiores entre os países analisados. Segundo Heloísa Avilez, diretora de Higher Education da Pearson, a universidade oferece mais do que conteúdo: proporciona contexto, método e experiências para que o estudante desenvolva repertório, pensamento crítico e capacidade de transformar conhecimento em decisões e soluções para situações reais.

Entre os líderes do ensino superior consultados — incluindo reitores, administradores e professores —, 57% prevêem a valorização da formação com o avanço da IA. Álvaro Machado, neurocientista e especialista em IA, destaca que o diploma surge como uma promessa de pensamento crítico, indo além do básico.

Uso da IA nas salas de aula: lacunas e desafios

Com o avanço das ferramentas de IA, tarefas como produzir textos, montar planilhas e realizar análises ficaram mais acessíveis. No entanto, os alunos passaram a incorporar a tecnologia no cotidiano acadêmico muitas vezes sem o conhecimento das instituições. A pesquisa revela uma lacuna preocupante: apenas 15% dos estudantes conhecem as regras das universidades sobre o uso de IA. Além disso, 30% preferem que os professores não saibam quando utilizam a ferramenta.

Para Avilez, o dado mostra um descompasso entre a velocidade com que os estudantes adotaram a tecnologia e a capacidade das universidades de criar uma experiência de aprendizagem orientada. Machado acredita que a ausência de diretrizes claras faz com que os alunos percebam o uso da IA como uma forma de trapacear.

Brasil em desvantagem na adoção de metodologias

Embora o uso da IA entre estudantes brasileiros não difira muito do observado em outros países — com o objetivo principal de 'cortar caminho' —, o Brasil tem uma defasagem em relação às metodologias institucionais. Em países asiáticos e nos Estados Unidos, disciplinas sobre IA estão mais avançadas nas universidades, permitindo que os alunos aprendam a usar a ferramenta de forma crítica e orientada pelos professores.

Avilez destaca que o desafio não é estabelecer uma única regra para todas as situações, mas definir primeiro o que a instituição espera que o aluno aprenda. A partir disso, a universidade pode determinar quando a IA contribui para esse objetivo e quando seu uso impede o desenvolvimento de uma competência.

No mercado de trabalho, o uso de ferramentas de IA e a compreensão de seus riscos e limitações aparecem empatados, com 44% cada, entre as principais prioridades dos empregadores brasileiros na contratação de graduados. Sem esse suporte, os estudantes podem incorporar respostas da IA sem pensamento crítico, ficando mais vulneráveis a informações falsas e menos capazes de desenvolver autonomia intelectual.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/inteligencia-artificial/para-alunos-ia-torna-formacao-universitaria-mais-essencial-revela-estudo/

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