A bolsa de valores brasileira encerrou as negociações desta sexta-feira, 9, registrando patamares históricos. O Ibovespa ultrapassou pela primeira vez a marca de 209 mil pontos no fechamento, impulsionado pela repercussão da primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno da eleição presidencial, que apontou o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O principal indicador da B3 avançou 1,36%, alcançando 209.017 pontos. Ao longo do pregão, o índice atingiu 209.713,45 pontos, com valorização de 1,69%, superando o recorde intradiário alcançado na segunda-feira, 5, sessão em que o mercado acionário havia contabilizado sua maior alta diária em mais de seis anos. No mercado de câmbio, o dólar à vista registrou queda de 0,7%, cotado a 4,98 reais, acumulando uma desvalorização de 4,5% ao longo da semana.
No cenário internacional, os índices acionários dos Estados Unidos também fecharam em território positivo. O Dow Jones subiu 1%, ao passo que o S&P 500 e o Nasdaq registraram altas de 0,7% e 0,8%, respectivamente.
Cenário eleitoral e inflação
A pesquisa Datafolha divulgada recentemente indicou Flávio Bolsonaro com 49% das intenções de voto, enquanto Lula soma 45%. Como a diferença está inserida na margem de erro de dois pontos percentuais, há um empate técnico. O levantamento aponta ainda que 5% dos entrevistados pretendem votar em branco ou anular, e 1% não soube responder. No recorte de votos válidos, o senador possui 52% contra 48% do atual presidente. Em relação à rejeição, 46% dos consultados afirmam que não votariam em Lula, enquanto 43% rejeitam Flávio Bolsonaro.
Além dos desdobramentos políticos, os investidores repercutiram os novos índices de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,82% em setembro, revertendo a queda de 0,32% registrada em agosto.
A aceleração do indicador traz novos elementos para as discussões sobre a política monetária nacional. O comportamento dos preços figura entre os aspectos avaliados nas definições sobre os juros, influenciando diretamente as projeções de retorno para os investimentos e a atratividade dos ativos negociados na bolsa brasileira.
