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Economia

Ibovespa bate recorde e dólar cai abaixo de R$ 5 após 1º turno

Ibovespa atinge recorde aos 209 mil pontos e dólar recua abaixo de R$ 5 com a liderança de Flávio Bolsonaro no 1º turno.

Redação•05 de out. de 2026, 11:30
Ibovespa bate recorde e dólar cai abaixo de R$ 5 após 1º turno
Imagem: site

Ibovespa bate recorde e dólar cai abaixo de R$ 5 após 1º turno

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O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais gerou forte euforia no mercado financeiro nesta segunda-feira (5), impulsionando o Ibovespa a bater recorde histórico aos 209,6 mil pontos, enquanto o dólar recuou para patamares abaixo de R$ 5. O cenário foi motivado pela vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, além de uma guinada à direita no Congresso Nacional com o avanço de siglas como o PL.

Por volta das 10h36 (horário de Brasília), o principal indicador da bolsa brasileira mantinha alta de 8,35%, operando aos 208 mil pontos, próximo à sua marca máxima. O contrato do Ibovespa futuro com vencimento em outubro chegou a saltar 8,43% na sessão. A reação positiva também se estendeu aos ADRs de empresas brasileiras negociados em Nova York: a Petrobras avançava cerca de 9,7%, o Itaú Unibanco subia mais de 16%, o Bradesco registrava ganho de 16%, a Embraer subia 2,7% e o Nubank valorizava cerca de 13%.

Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, avaliou que o desempenho robusto reflete a leitura positiva dos agentes econômicos sobre a corrida eleitoral. Segundo ela, o resultado das urnas trouxe uma melhora nas perspectivas para a dívida pública, ancorando a confiança em um cenário econômico mais estável a partir de 2027. A especialista apontou ainda que o otimismo engloba a nova composição do Congresso, sua disposição para reformas e medidas impopulares, e o benefício da dúvida concedido a um potencial novo governo.

No câmbio, a moeda norte-americana abriu em queda de 4,50%, indo na contramão do exterior, onde o dólar subia frente às principais divisas globais. Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, atribuiu o recuo cambial a dois fatores principais: a melhora na percepção de risco fiscal do país e a expectativa de uma forte entrada de fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira, o que amplia a oferta de dólares no mercado doméstico.

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) abriram com fortes baixas, recuando cerca de 100 pontos-base nos trechos mais longos. O DI para janeiro de 2028 operava a 12,725% às 10h36, ante 13,509% do ajuste anterior. A retirada de prêmios refletiu a percepção de que Flávio Bolsonaro tende a priorizar o ajuste das contas públicas, diferenciando-se da desconfiança do mercado em relação a Lula.

Para Andrés Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, o desempenho de Bolsonaro acima do esperado e a guinada conservadora no parlamento devem dar sustentação ao Ibovespa e pressionar para baixo os rendimentos de longo prazo.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/mercado-hoje-5-outubro-2026/

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