Autoridades dos Estados Unidos realizaram buscas na residência da deputada democrata Ilhan Omar, representante do estado de Minnesota, na madrugada de segunda-feira (12). A operação faz parte de uma investigação federal em andamento, de acordo com informações do Departamento de Justiça americano.
Uma fonte familiarizada com o caso relatou à agência de notícias Reuters que a ação decorre de uma investigação criminal relacionada a uma possível fraude migratória. Parte das apurações envolve documentos de imigração da parlamentar, que nasceu na Somália e teria tido os papéis preenchidos por seu falecido pai quando ainda era criança.
Em comunicado oficial, um porta-voz do Departamento de Justiça declarou que agentes do HSI (Investigações de Segurança Interna), órgão vinculado ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), cumpriram um mandado de busca autorizado pela Justiça na região de Washington. O órgão não divulgou detalhes específicos sobre o objeto da investigação.
Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, informou à emissora Fox Business Network que o Departamento de Justiça conduz a apuração em conjunto com o Departamento de Segurança Interna, sem fornecer maiores detalhes sobre o caso. Um representante da deputada Omar não respondeu de imediato aos pedidos de comentário da Reuters.
A operação policial acontece pouco mais de três semanas antes das Eleições de Meio de Mandato, agendadas para 3 de novembro, período em que o Partido Republicano buscará manter suas estreitas maiorias no Congresso. Omar, que integra a ala progressista do Partido Democrata, concorre à reeleição em um distrito considerado seguro para sua legenda, após vencer a disputa de 2024 por uma margem de 50 pontos percentuais.
Democratas de Minnesota criticaram duramente a ação. O governador do estado, Tim Walz, acusou o presidente Donald Trump de utilizar o poder presidencial para perseguir adversários políticos às vésperas da votação. As regras internas do Departamento de Justiça proíbem promtores e agentes federais de programar ações que possam influenciar o resultado de pleitos ou beneficiar candidatos e partidos, evitando medidas investigativas contra candidatos nos cerca de 60 dias anteriores a uma votação.
