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Ilha de Páscoa: enigmas milenares e moais sob ameaça de desaparecer

Conheça os mistérios da Ilha de Páscoa, os desafios de conservação dos moais diante das mudanças climáticas e as regras para visitar este destino isolado.

Redação•09 de set. de 2026, 16:46
Ilha de Páscoa: enigmas milenares e moais sob ameaça de desaparecer
Imagem: site

Ilha de Páscoa: enigmas milenares e moais sob ameaça de desaparecer

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Mistério e isolamento no Pacífico

A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, é um dos locais habitados mais isolados do mundo. Situada no Oceano Pacífico Sul, entre Santiago do Chile e a Polinésia Francesa, a ilha de 164 km² fascina visitantes com sua energia peculiar, paisagens singulares e os famosos moais, esculturas gigantes com peso superior a 80 toneladas e altura média entre 5 e 9 metros.

A origem e os segredos dos moais

Existem cerca de 900 moais, esculpidos em tufo (pedra vulcânica). O povo Rapa Nui chegou à ilha por volta de 1000 d.C. Acredita-se que as estátuas representavam ancestrais deificados e líderes religiosos que emanavam proteção (mana) aos vilarejos. Curiosamente, escavações revelaram que, além das cabeças, a maioria dos moais possui corpos enterrados. O método de transporte das estátuas da pedreira do vulcão Rano Raraku até as plataformas (ahu) permanece um enigma, com teorias que variam do movimento de balanço com cordas ao uso de troncos.

Ameaças climáticas e o futuro

O declínio da civilização Rapa Nui é atribuído a uma combinação de fatores: desmatamento para o transporte das estátuas, guerras civis, esgotamento de recursos naturais e impactos do contato europeu. Atualmente, os moais enfrentam novos riscos: a erosão pelo vento e chuva, incêndios florestais e, principalmente, a elevação do nível do mar decorrente do aquecimento global, que ameaça danificar ou submergir essas relíquias.

Turismo consciente em Rapa Nui

A visita à ilha exige planejamento rigoroso. O acesso ao Parque Nacional Rapa Nui requer a compra de um passaporte, e a circulação nos sítios arqueológicos deve ser feita obrigatoriamente com guias credenciados. Esse controle garante a preservação de locais icônicos como Tahai, o complexo de Tongariki, a aldeia cerimonial de Orongo e a pedreira de Rano Raraku. Para hospedagem, o hotel Nayara Hangaroa se destaca por suas práticas sustentáveis e arquitetura integrada à cultura local.

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/o-mundo-de-sofia/ilha-de-pascoa-enigmas-milenares-e-moais-sob-ameaca-de-desaparecer/

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