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Impacto das eleições de meio de mandato dos EUA em Irã, Israel e Ucrânia

As eleições de meio de mandato dos EUA geram reflexos internacionais, influenciando os cenários políticos e estratégicos de Irã, Israel e Ucrânia.

Redação•05 de nov. de 2026, 07:30
Impacto das eleições de meio de mandato dos EUA em Irã, Israel e Ucrânia
Imagem: site

Impacto das eleições de meio de mandato dos EUA em Irã, Israel e Ucrânia

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As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos geram consequências que ultrapassam as fronteiras americanas. O presidente Donald Trump passou quase dois anos revertendo políticas externas tradicionais, impactando aliados e adversários, que agora analisam como um revés eleitoral interno moldará suas atitudes no exterior. Para Irã, Israel e Ucrânia, o resultado vai além de quem controla o Congresso, podendo influenciar desde acordos com Teerã e o apoio histórico a Israel até a pressão sobre Kiev para encerrar a guerra da Rússia.

O Irã entre a comemoração e a preparação para novos conflitos

O Irã celebrou o revés de Trump nas eleições, mas se prepara para novos desdobramentos, que podem incluir um ataque dos Estados Unidos ou uma tentativa de acordo. Trump admitiu em ligação à Fox News que a guerra no Irã contribuiu para as perdas republicanas. O vice-presidente JD Vance afirmou no X que "a razão pela qual perdemos é a guerra". Teerã saudou a derrota como um veredicto público, após oito meses de ataques às artérias econômicas da região.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no X: "Se o governo dos EUA trair a vontade de seu povo para servir a pagadores e chantagistas internacionais, aprenderá que nosso NÃO vem acompanhado de um Pesadelo". Já o líder supremo Mojtaba Khamenei afirmou que quem acredita que os resultados alterarão a política dos EUA está "profundamente enganado". Autoridades locais indicam que a estratégia iraniana não depende do pleito americano, enquanto o país intensifica a diplomacia e se prepara para possíveis confrontos.

Analistas apontam que a diplomacia segue como um caminho possível, com negociações ganhando impulso e o Irã enviando funcionários a mediadores do Catar. Antes da votação, Teerã ofereceu abrir o Estreito de Ormuz em dois dias caso Trump aceitasse sete condições. Especialistas avaliam que um acordo provisório sobre o Estreito de Ormuz é mais realista do que um pacto abrangente.

Mudanças nas relações entre Estados Unidos e Israel

Em Israel, o anúncio feito no dia da eleição sobre o corte abrupto na ajuda militar dos Estados Unidos causou surpresa, seguido por uma vitória democrata nas duas câmaras do Congresso. O apoio bipartidário a Israel já vinha se enfraquecendo devido ao número de mortos na guerra em Gaza e a avaliações republicanas de excesso de apoio americano. O ex-embaixador israelense nos EUA, Michael Oren, declarou à CNN que "o único tema bipartidário no momento é a crítica a Israel" e classificou o cenário como "o fim de uma era", prevendo possíveis encerramentos no compartilhamento de inteligência e no desenvolvimento de sistemas de defesa conjunta como o Iron Dome.

O ex-editor-chefe do Jerusalem Post, Yaakov Katz, alertou no X que vendas de armas podem ser bloqueadas, sanções propostas e financiamentos de programas econômicos cortados. Em meio a isso, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pressiona pela retomada dos ataques ao Irã e enfrenta turbulências políticas locais após perder sua maioria no parlamento, tendo o ex-chefe do estado-maior Gadi Eisenkot e partidos árabes como fatores de articulação.

Expectativas da Ucrânia em um cenário pós-Trump

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou expectativa de que a guinada democrata fortaleça o apoio americano à defesa do país. Em declarações à emissora ZDF, Zelensky afirmou: "Sou grato também aos republicanos, mas os democratas falam de forma muito clara sobre apoiar a Ucrânia e fornecer assistência à Ucrânia", acrescentando que há esperança de renovar a conexão entre os Estados Unidos e a Europa.

A relação entre Zelensky e Trump vinha marcada por exigências de substituição, acordos energéticos favoráveis à Rússia e atritos tecnológicos. Um assessor do gabinete ucraniano, Sergiy Kyslytsia, afirmou na televisão que o país continuará a desenvolver relações normais com quem estiver no poder e buscará interceptadores Patriot. No entanto, autoridades ponderam o risco de que o presidente russo, Vladimir Putin, tente buscar o melhor resultado possível em sua guerra no período de um ano antes da disputa eleitoral de 2028.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eleicoes-de-meio-de-mandato-dos-eua-impacto-ira-israel-ucrania/

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