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Impacto do redistritamento nas eleições dos EUA: republicanos avançam na batalha dos mapas

Na corrida para as Eleições de Meio de Mandato nos EUA, republicanos lideram a disputa pelo redistritamento de distritos eleitorais para buscar novas cadeiras.

Redação•19 de out. de 2026, 07:30
Impacto do redistritamento nas eleições dos EUA: republicanos avançam na batalha dos mapas
Imagem: site

Impacto do redistritamento nas eleições dos EUA: republicanos avançam na batalha dos mapas

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A disputa pelo controle da Câmara dos Deputados nos Estados Unidos ganhou força antes mesmo das Eleições de Meio de Mandato (Midterms), marcadas para 3 de novembro. Na chamada "batalha dos mapas", o Partido Republicano saiu na frente ao redesenhar os distritos eleitorais com o objetivo de conquistar 15 vagas atualmente ocupadas por democratas. O Partido Democrata também realizou mudanças em menor escala, visando seis cadeiras.

O processo de redistritamento consiste na alteração dos mapas eleitorais, baseada no censo realizado a cada dez anos, para adequar os distritos à população de cada estado. No entanto, a prática tem sido utilizada com motivações políticas, um processo conhecido como gerrymandering. Analistas apontam que a estratégia reduz a estabilidade e limita a competição eleitoral.

Segundo a analista internacional da CNN Brasil, Fernanda Magnotta, o problema reside no uso recorrente do instrumento para limitar a competição. Já o professor de Relações Internacionais da UFRJ, Fernando Brancoli, destaca que o mapa virou um instrumento permanente de campanha. O professor do Berea College, Carlos Gustavo Poggio, avalia o cenário como um reflexo da era Donald Trump e do fim de normas democráticas em busca de vantagem a qualquer custo.

Vantagem republicana e decisão da Suprema Corte

Embora os republicanos liderem a corrida do redistritamento, especialistas alertam que a vantagem pode não ser suficiente devido à baixa popularidade de Donald Trump. O avanço republicano foi impulsionado por uma decisão da Suprema Corte de maioria conservadora, que limitou a Lei dos Direitos de Voto e dificultou contestações de minorias contra mapas eleitorais por discriminação.

Estados com novos mapas pró-republicanos

  • Texas: O mapa mira cinco distritos democratas. A votação gerou protestos de legisladores democratas que deixaram o estado e, após idas e vindas na Justiça, a Suprema Corte americana reverteu uma decisão que barrava o novo mapa.
  • Flórida: Divisão de distritos em Tampa e Orlando e mudanças no sul do estado para tentar virar quatro cadeiras democratas.
  • Carolina do Norte: Novas linhas visam um distrito do democrata Don Davis, com alteração efetuada em 2025 no esforço do partido de Trump.
  • Louisiana: A Suprema Corte dos EUA bloqueou mapa de segundo distrito de maioria negra, permitindo que o governador Jeff Landry adiase as primárias para um novo mapa pró-republicanos.
  • Tennessee: Desmantelamento do distrito de maioria negra em Memphis, representado por Steve Cohen, após decisão da Suprema Corte.
  • Alabama: Redesenho voltado a mirar a vaga de um democrata negro, com decisão do Supremo revertendo bloqueio anterior de juízes.
  • Ohio: Comissão controlada por republicanos aprovou redistritamento que mira as vagas de Marcy Kaptur e Greg Landsman, enquanto o distrito de Emilia Sykes deve ficar mais democrata.

Estados com novos mapas pró-democratas

  • Califórnia: Democratas substituíram mapa independente por um desenhado pelo próprio partido para conquistar cinco cadeiras e neutralizar o Texas. O governo Donald Trump processou o estado, mas a Justiça rejeitou e a Suprema Corte permitiu a implementação.
  • Utah: Justiça local ordenou um novo mapa com distrito de inclinação democrata próximo a Salt Lake City.

Esforços bloqueados pela Justiça

Tentativas de redistritamento foram barradas pela Justiça em Missouri, Indiana, Carolina do Sul, Virgínia, Maryland e Nova York. Os três primeiros beneficiariam os republicanos, enquanto os três últimos ajudariam os democratas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/batalha-dos-mapas-saiba-o-impacto-do-redistritamento-nas-eleicoes-dos-eua/

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