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Impacto e realidade de empresas não foram ignorados, diz Hugo sobre fim da escala 6x1

Presidente da Câmara, Hugo Motta afirmou que o impacto e a realidade das empresas não foram ignorados na aprovação da PEC que extingue a escala de trabalho 6x1.

Redação•16 de out. de 2026, 12:30
Impacto e realidade de empresas não foram ignorados, diz Hugo sobre fim da escala 6x1
Imagem: site

Impacto e realidade de empresas não foram ignorados, diz Hugo sobre fim da escala 6x1

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (16) que o possível impacto e a realidade empresarial não foram desconsiderados durante o debate e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6x1. A promulgação ocorreu em sessão do Congresso Nacional realizada pela manhã.

De acordo com o parlamentar, o texto final representou uma construção madura, alcançada por meio de amplo diálogo, permitindo o avanço do país com atenção à realidade de empresas, trabalhadores e, de forma particular, dos micro e pequenos negócios.

Motta destacou que o reajuste para os microempreendedores individuais (MEIs) integrou o acordo costurado com o governo para viabilizar a aprovação da medida. Segundo o deputado, cerca de 13 milhões de microempreendedores no Brasil poderão ser beneficiados pelas alterações direcionadas à categoria, o que inclui a elevação do teto de faturamento de R$ 80 mil para R$ 140 mil.

O chefe da Câmara também associou o avanço à promulgação da aposentadoria especial de agentes de saúde, ocorrida no mesmo dia, pontuando que tais mudanças demonstram o valor do esforço e da dedicação dos brasileiros.

Tramitação e contexto político

A PEC foi aprovada pelo Senado na noite de quarta-feira (14), em dois turnos e com amplo apoio, registrando 75 votos favoráveis e apenas um contrário. Na Câmara, a matéria já havia sido aceita em maio deste ano. Como o Senado preservou o texto aprovado anteriormente pelos deputados, a proposta não precisou retornar à Câmara e seguiu para promulgação, sem necessidade de sanção presidencial.

O apoio expressivo ocorreu após uma alteração de postura da oposição, que inicialmente articulou o adiamento da análise para o período posterior ao segundo turno das eleições presidenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou da cerimônia no Congresso, classificou o término da escala 6x1 como uma conquista histórica e transformou a redução da jornada em uma de suas principais bandeiras eleitorais.

Pouco antes da votação no Senado, parlamentares da direita decidiram apoiar a medida. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, anunciou seu voto favorável na terça-feira (13), embora tenha demonstrado preocupação com os custos operacionais para as empresas. O parlamentar votou remotamente de Porto Alegre, onde cumpria agenda de campanha.

Por outro lado, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), avaliou a mudança de posicionamento da oposição como um cálculo eleitoral.

O que muda com a PEC da 6x1

A emenda constitucional estabelece novos limites e diretrizes para a jornada de trabalho no país:

  • Redução da jornada: O limite máximo de trabalho cai de 44 para 40 horas semanais.
  • Repouso remunerado: Fica assegurado o direito a dois dias de descanso semanal, sem redução de salários para contratos existentes e pisos salariais.
  • Prazos de transição: A mudança ocorrerá em um período de 14 meses a partir da publicação oficial. Dois meses após a publicação, a jornada cai para 42 horas e os trabalhadores passam a ter direito a dois dias de descanso (sendo um preferencialmente aos domingos). Após mais 12 meses, o limite chega a 40 horas semanais.
  • Limites diários e compensação: O teto de oito horas diárias é mantido, com permissão para mecanismos de compensação e folgas não consecutivas. Acordos coletivos podem fixar regimes excepcionais, exigindo média de dois dias de descanso por semana ao mês e ao menos uma folga a cada sete dias. Cláusulas coletivas incompatíveis perdem validade após dois meses da publicação.

Exceções e regras específicas

A proposta detalha tratamentos diferenciados para determinados grupos:

  • Salários elevados: Empregados com diploma de nível superior e ganhos a partir de duas vezes e meia o teto do RGPS (cerca de R$ 21 mil) ficam isentos das regras de duração e controle de jornada, mantendo apenas o direito ao repouso. O ponto poderá ser contestado no STF devido à distinção por diploma.
  • MEIs e pequenos negócios: Lei complementar poderá definir regras de transição mais brandas, condicionadas à preservação de empregos. Enquanto a lei não for editada, valem as regras gerais.
  • Setor público: Empresas terceirizadas que prestam serviços à Administração Pública dispõem de até um ano para firmar aditivos de reequilíbrio econômico-financeiro.
  • Bancários: Funções com jornadas diárias de seis horas e total de 30 horas semanais não sofrem impacto com a redução para 40 horas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/impacto-e-realidade-de-empresas-nao-foram-ignorados-diz-hugo-sobre-6x1/

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