Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na noite de quarta-feira (7), causando um prejuízo estimado em R$ 100 milhões, de acordo com o reitor da instituição. Embora as causas do incidente sejam inicialmente desconhecidas, publicações em redes sociais passaram a associar o sinistro a uma suposta ação de estudantes ligados à direita.
Em entrevista ao Bastidores CNN nesta quinta-feira (8), o deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) refutou categoricamente a tese. Medina explicou que, na terça-feira (6), publicou um vídeo anunciando a criação de grupos no WhatsApp direcionados a universitários contrários ao governo federal. Segundo ele, a iniciativa gerou mais de cinco grupos com mil participantes cada.
O parlamentar rechaçou qualquer vínculo entre a criação dos grupos e o incêndio na UFPE. Medina apontou que outros dois incêndios já haviam ocorrido na universidade na mesma semana e destacou que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) publicou um material atribuindo a ocorrência a um ar-condicionado antigo, descartando a hipótese de origem criminosa.
Durante a entrevista, Medina também criticou cortes de repasses financeiros para a universidade e mencionou que figuras públicas como Jones Manoel (PSOL-PE), Rosa Amorim (PT-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) teriam divulgado informações inverídicas sobre o caso. O deputado afirmou ainda que sua equipe identificou pessoas que o responsabilizaram pelo incidente e que pretende processar os envolvidos.
