Um relatório preliminar divulgado pelo NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes) dos Estados Unidos revelou os detalhes do incidente que envolveu o helicóptero Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, e um avião comercial fabricado pela Embraer.
Problemas de comunicação e proximidade perigosa
Segundo o documento, houve falhas na comunicação entre as frequências de controle de tráfego aéreo e o Marine One, pouco antes de um avião da American Airlines (fabricado pela Embraer) se aproximar demais do helicóptero durante a decolagem de um local temporário na Casa Branca, no início de agosto.
O relatório de sete páginas destacou que as obras na Casa Branca contribuíram para o ocorrido, pois não havia uma trajetória livre de obstáculos suficiente para garantir a comunicação entre o transmissor/receptor de rádio e o Ellipse, local de onde o Marine One operava temporariamente.
Falhas nas tentativas de contato
O Marine One tentou duas vezes contatar a torre de controle do Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington. A primeira tentativa não foi recebida, e a segunda apresentou um sinal corrompido e ilegível. Os investigadores também questionaram as frequências de controle do helicóptero.
A FAA (Administração Federal de Aviação) confirmou que houve uma perda momentânea de separação entre as aeronaves, mas afirmou que o presidente nunca esteve em perigo. A Casa Branca, em comunicado, reafirmou a confiança nos pilotos e na segurança do transporte presidencial.
Investigação e medidas corretivas
A FAA realizou testes e realocou uma antena para melhorar a comunicação, além de revisar procedimentos. Um painel de revisão de segurança foi convocado, e a agência anunciou que iria aprimorar a coordenação de notificações a cada três minutos e aumentar a frequência dos sinais. O NTSB segue investigando o caso.
