O desafio das campanhas presidenciais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensifica sua agenda na reta final da campanha, focando na Região Sul. Mesmo enfrentando alta rejeição — com 54% de reprovação segundo o Datafolha — e estando atrás de Flávio Bolsonaro (31% contra 38% nas pesquisas Genial/Quaest), o petista busca conquistar o eleitor indeciso. A estratégia inclui comícios estratégicos em Porto Alegre e Curitiba.
A força dos indecisos
Estima-se que existam mais de 21 milhões de eleitores indecisos no Brasil, um contingente que, se fosse um colégio eleitoral, seria o segundo maior do país. Estados como Rio Grande do Sul e Paraná apresentam taxas de indecisão bem superiores à média nacional de 10%. A polarização cansativa desde 2018 é apontada como um dos principais fatores para o desinteresse.
Estratégias de Lula e Flávio
Flávio Bolsonaro, por sua vez, reforça sua presença em Minas Gerais, um "estado espelho" crucial e segundo maior em taxa de indecisos (17%). O candidato busca manter sua competitividade enquanto tenta reduzir a desvantagem no Nordeste. O perfil do indeciso é majoritariamente feminino, de baixa renda, com idade entre 35 e 59 anos e que não se identifica com a polarização.
A busca pelo eleitor independente
Para atrair esse público, as campanhas enfrentam o desafio de apresentar propostas concretas. Zeca Dirceu aponta que o PT foca em temas como a escala 6x1, redução de juros e criação do Ministério da Segurança Pública. Paralelamente, outros candidatos como Ronaldo Caiado e Augusto Cury buscam espaço em estados como São Paulo, visando o eleitor que rejeita o embate entre petismo e bolsonarismo.
