A independência financeira vem ganhando espaço no debate sobre proteção das mulheres, especialmente durante o Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher que, em 2026, marca os 20 anos da Lei Maria da Penha.
Violência patrimonial e autonomia econômica
Ter renda própria, planejamento e recursos para enfrentar imprevistos pode ampliar a capacidade de escolha das mulheres diante de situações de vulnerabilidade. A discussão incorpora aspectos econômicos, incluindo a chamada violência patrimonial, que envolve controle ou retenção de recursos, bens e documentos.
Dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) mostram que a participação feminina no mercado de seguros cresceu, acompanhando o maior protagonismo das mulheres nas decisões financeiras. No primeiro quadrimestre de 2026, o segmento de seguros de pessoas expandiu 10,69% em relação ao mesmo período de 2025.
Mudanças no mercado de seguros
Na BB Seguros, 43,77% dos segurados são mulheres, sendo 44% solteiras e 53% com 55 anos ou mais. Produtos como o Proteção Pessoal Mulher, da companhia, combinam cobertura financeira com serviços de prevenção e assistência, incluindo check-up preventivo, orientação psicológica e apoio especializado.
Para Tatiene Rokkaku, superintendente executiva de Produtos Vida da Brasilseg, a evolução na gestão financeira feminina transforma a demanda por proteção. "As mulheres vêm assumindo um papel cada vez mais ativo na gestão financeira das famílias e isso também transforma a forma como enxergam a proteção", afirma.
