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Economia

Infra em 1 Minuto: quem paga a conta do leilão de baterias?

Especialista do CBIE analisa o impasse sobre o financiamento do 1º leilão de baterias do Brasil e critica a falta de planejamento do setor elétrico.

Redação•12 de set. de 2026, 08:25
Infra em 1 Minuto: quem paga a conta do leilão de baterias?
Imagem: site

Infra em 1 Minuto: quem paga a conta do leilão de baterias?

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O impasse sobre o financiamento dos sistemas de armazenamento

O Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lançou neste sábado (12.set.2026) o 179º episódio do programa Infra em 1 Minuto. O especialista em energia Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, analisou o impasse sobre quem será responsável por custear os sistemas de armazenamento previstos para o 1º leilão de baterias do Brasil, agendado para dezembro.

Segundo Rodrigues, as baterias são cruciais para sanar o desequilíbrio causado pela rápida expansão da geração renovável, que não foi acompanhada por investimentos equivalentes na infraestrutura e nos mecanismos de flexibilidade do sistema elétrico. O especialista destaca que, em 2025, o Brasil desperdiçou 20% da energia que poderia ter sido gerada por usinas eólicas e solares, fenômeno conhecido como curtailment, quando o ONS é forçado a reduzir a geração para evitar panes por excesso de oferta ou falta de demanda.

Para que servem as baterias

Os sistemas de armazenamento permitem estocar energia em momentos de alta oferta e disponibilizá-la nos picos de consumo, como no início da noite, quando a geração solar cai. Embora ajudem a reduzir o desperdício, Rodrigues ressalta que não substituem a necessidade urgente de expandir as redes de transmissão e distribuição.

A disputa pelos custos

A Lei 15.269 de 2025 definiu que o custo das baterias será rateado entre geradores, mas sem especificar a metodologia. A Aneel propôs dividir os geradores em 4 grupos, com encargos variando de 25% a 100% conforme a flexibilidade operacional de cada usina. A proposta enfrenta resistência de hidrelétricas e termelétricas, que alegam já oferecer flexibilidade, e de empresas eólicas e solares, que não aceitam concentrar o ônus.

Para o especialista, a solução ideal seria que as baterias fossem remuneradas pelo próprio mercado, através da diferença de preços da energia ao longo do dia. "No mercado, a bateria se paga. No rateio, alguém paga pela bateria", concluiu Rodrigues.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-energia/infra-em-1-minuto-quem-paga-a-conta-do-leilao-de-baterias/

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