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Inteligência artificial é commodity, afirma cofundador da agência Galeria

Paulo Ilha, CMO e cofundador da Galeria, avalia os impactos da tecnologia, a jornada do consumidor e o crescimento da agência brasileira.

Redação•02 de nov. de 2026, 19:30
Inteligência artificial é commodity, afirma cofundador da agência Galeria
Imagem: site

Inteligência artificial é commodity, afirma cofundador da agência Galeria

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A inteligência artificial foi classificada como uma espécie de commodity por Paulo Ilha, cofundador, sócio e CMO da agência Galeria. A declaração foi dada durante participação no programa Valor de Marca, exibido pelo canal CNN Brasil e apresentado por Muriel Porfiro.

Mudanças no comportamento do consumidor e relevância

Durante a entrevista, o publicitário apontou que não existem mais receitas prontas para garantir que uma marca seja lembrada no momento da compra. Segundo ele, o percurso percorrido pelo consumidor deixou de ser linear e passou a se dispersar por vários pontos de contato simultâneos, como influenciadores, jornais, revistas, emissoras de televisão e as próprias marcas. Nesse cenário complexo, Ilha destacou que o fator decisivo é a relevância e a forma como a marca se conecta de verdade com as pessoas.

Fundada em setembro de 2021 por Paulo Ilha, Eduardo Simon e Rafael Urenha — que anteriormente comandavam a DPZ&T, do grupo Publicis —, a Galeria hoje se consolidou como a terceira maior agência do país em compra de mídia, conforme o ranking do Cenp-Meios de 2025, ficando atrás apenas da Africa Creative e da AlmapBBDO. O avanço da empresa resultou na formação de uma holding, apresentada como uma opção nacional em um mercado fortemente concentrado em conglomerados internacionais.

O papel da tecnologia e o valor humano

Ao abordar o uso de inteligência artificial, Ilha adotou uma postura otimista, avaliando que a tecnologia acelera a leitura de dados, reduz os custos de produção e permite que as marcas direcionem conteúdos variados para públicos distintos. No entanto, ele ressaltou que a ferramenta serve como atalho e não como substituta do talento humano:

  • A inteligência artificial funciona como um mecanismo para elevar o nível de entrega de forma ágil, mas o refinamento final depende do capital humano.
  • A governança corporativa supera a tecnologia na atualidade, pois cabe a profissionais qualificados decidir o direcionamento de verbas entre o fortalecimento da marca e o retorno financeiro imediato.
  • O sucesso de uma estratégia de marketing exige unir vendas de curto prazo com a fidelização duradoura do cliente.

Estratégias de mercado e campanhas de destaque

Questionado sobre canais prioritários para o ano de 2026, Ilha rejeitou a aplicação de uma fórmula única e recomendou o uso de um mix de iniciativas ajustado de acordo com a resposta do público. Ele enfatizou a importância do monitoramento constante e da capacidade de corrigir rotas rapidamente durante uma campanha diante de reações de concorrentes e mudanças externas.

O publicitário também relembrou campanhas de grande repercussão conduzidas pela equipe, como a adoção do apelido "Méqui" pelo McDonald’s — cliente atendido pelos sócios há mais de duas décadas —, o reposicionamento do Itaú Personnalité voltado para o segmento de alta renda, a conquista da verba digital da marca Havaianas e a associação da Vivo com o tenista espanhol Rafael Nadal.

Para o futuro, a holding planeja o lançamento de novas empresas ainda este ano. No âmbito interno, a agência principal passou por mudanças recentes na liderança: Ana Coutinho assumiu o cargo de CEO em setembro, substituindo Eduardo Simon, que passou a presidir o conselho da holding.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/valor-de-marca/a-inteligencia-artificial-e-uma-commodity-diz-cofundador-da-galeria/

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