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Inteligência chinesa auxiliou o Irã em ataques mais precisos contra os EUA

Avaliações da inteligência dos EUA indicam que imagens de satélite e dados chineses permitiram ao Irã realizar ataques mais precisos contra bases americanas e navios no Estreito de Ormuz.

Redação•25 de set. de 2026, 07:57
Inteligência chinesa auxiliou o Irã em ataques mais precisos contra os EUA
Imagem: site

Inteligência chinesa auxiliou o Irã em ataques mais precisos contra os EUA

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Avaliações recentes da inteligência dos Estados Unidos apontam que imagens de satélite e suporte de inteligência fornecidos por grupos chineses ajudaram o Irã a aprimorar suas capacidades de mira no Oriente Médio. O apoio permitiu que Teerã realizasse ataques de precisão contra bases militares americanas e ameaçasse embarcações no Estreito de Ormuz.

Segundo quatro fontes que detalharam os relatórios à CNN, os dados geoespaciais e de satélite repassados por entidades da China foram decisivos, como no ataque de julho contra uma base militar americana na Jordânia que resultou na morte de três militares dos EUA. Autoridades indicam que esse nível de exatidão estaria acima da capacidade iraniana sem tal assistência.

Além disso, o suporte tecnológico facilitou o rastreamento de navios comerciais e escoltas militares no Estreito de Ormuz. Com os dados, o Irã conseguiu calcular com maior precisão o momento de lançamento de drones de busca de calor de baixa sofisticação, que não contam com manobrabilidade aérea. Em operações recentes na via navegável, forças dos EUA interceptaram mais de uma dezena de mísseis e abateram quase 20 drones iranianos, enquanto conduziam ações contra dezenas de alvos na região.

Autoridades americanas ressaltam que a assistência chinesa e russa — esta última voltada a aprimorar sistemas de guia de mísseis e drones, além do envio de sistemas de defesa aérea — soma-se à crescente experiência de combate das forças iranianas. No entanto, o alcance exato do apoio de Pequim ainda divide opiniões entre oficiais dos EUA, visto que não há clareza se o governo chinês ordenou diretamente a ajuda ou se apenas a permitiu de forma tácita. Uma quinta fonte destacou que relatórios recentes sugerem que a China preferiria o encerramento das perturbações no estreito, que pressionam para cima os preços globais do petróleo.

O governo do presidente Donald Trump já havia adotado medidas contra o uso de imagens de satélite comerciais chinesas na região, sancionando em maio três empresas de satélite da China acusadas de viabilizar os ataques contra as forças norte-americanas. Enquanto o líder chinês Xi Jinping esteve em Washington para reuniões com Trump, o tema do suporte de inteligência esteve entre os pontos passíveis de discussão, apesar da relutância do governo americano em condenar publicamente Pequim pelo apoio indireto e da cooperação pontual citada pelo secretário de Estado Marco Rubio.

Relatório recente do inspetor-geral do Pentágono aponta que os ataques iranianos danificaram e destruíram centenas de edifícios em bases dos EUA em países como Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia, forçando o CENTCOM a realocar pessoal e instalações diante da vulnerabilidade a projéteis de baixa e média altitude.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/como-a-china-ajudou-o-ira-a-tornar-ataques-contra-os-eua-mais-precisos/

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