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Investigação aponta que PCC buscava expandir esquema de transporte para saúde e ONGs em São Paulo

Investigação do MPSP aponta que o PCC tentava expandir esquemas do transporte coletivo para a saúde e criação de ONGs em São Paulo.

Redação•17 de set. de 2026, 15:58
Investigação aponta que PCC buscava expandir esquema de transporte para saúde e ONGs em São Paulo
Imagem: site

Investigação aponta que PCC buscava expandir esquema de transporte para saúde e ONGs em São Paulo

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Investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil apontam que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) tinha a intenção de expandir o esquema de infiltração do transporte coletivo para a área da saúde e para a criação de Organizações Não Governamentais (ONGs) na capital paulista. A operação realizada na manhã de quinta-feira (17) revelou que a estratégia visava diversificar a atuação do grupo em contratos públicos.

De acordo com o MPSP, diálogos interceptados mostram que José Daniel Satilite, sócio de empresas de transporte investigadas, mencionou a vontade de criar uma ONG. Embora a investigação não aponte indícios de crimes na instituição, constatou-se que Satilite atuava formalmente como conselheiro da Associação das Crianças Excepcionais de Nova Iguaçu (Aceni), entidade do Rio de Janeiro que atua em municípios paulistas.

O levantamento aponta que pelo menos 12 das 22 empresas que operam no sistema de transporte coletivo da cidade de São Paulo seriam controladas pelo PCC. O ex-vereador Milton Leite (União Brasil) é apontado pelo Ministério Público como operador dessas empresas e dono de fato da Transwolff, segundo relatos de policiais militares. As apurações também identificaram indícios de envolvimento da facção no financiamento de campanhas políticas nas eleições de 2024, incluindo menções a Danilo Morgado (PL) e apoio de José Ronaldo Alves de Sales.

A Operação Vectura Corrupta

A ação conjunta batizada de Operação Vectura Corrupta resultou no cumprimento de 16 mandados de prisão e 18 de mandados de busca e apreensão. Até o momento, nove pessoas foram presas:

  • Júlio Salvador Filho
  • Claudionor Aparecido Sabino Tomaz
  • Levi dos Santos Oliveira (ex-presidente da SPTrans)
  • Carla de Paula Muller (esposa de "Granada", apontado como líder do PCC)
  • Edivania Arruda Botelho Alves
  • André Cassali
  • José Ronaldo Alves de Sales
  • Edson Antonio de Souza
  • Danilo Marco Morgado Silva (candidato a deputado estadual pelo PL)

O ex-vereador Milton Leite também era alvo de mandado de prisão, mas não foi localizado pela polícia.

Posicionamentos e defesas

A Prefeitura de São Paulo informou que realizou intervenções na Transwolff e na UPBus em abril de 2024 para proteger o sistema municipal de transporte, abriu processo na Controladoria Geral do Município e colabora integralmente com o Ministério Público e a Polícia Civil.

A A2 Transportes negou veementemente qualquer envolvimento com o PCC ou práticas ilícitas, afirmando por meio de seu presidente, Paulo Siqueira Korek, que seus recursos provêm exclusivamente de contratos com a Prefeitura e que o movimento possui forte componente político.

O ex-vereador Milton Leite declarou que está em viagem, negou estar foragido e afirmou que se apresentará às autoridades em até 24 horas para provar sua inocência. A defesa de Levi dos Santos Oliveira informou que foi surpreendida pela prisão, destacou a trajetória de serviços públicos do cliente e aguarda acesso aos autos para adotar as medidas cabíveis. A defesa de Danilo Morgado classificou a prisão como perseguição e manobra política às vésperas da eleição.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/pcc-buscava-expandir-esquema-do-transporte-de-sp-para-saude-e-ongs-diz-mp/

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