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Irã aguarda resposta definitiva dos EUA sobre proposta para o Estreito de Ormuz

O Irã aguarda uma resposta definitiva dos Estados Unidos sobre sua proposta de reabertura do Estreito de Ormuz, apesar da rejeição pública de Donald Trump.

Redação•28 de set. de 2026, 00:36
Irã aguarda resposta definitiva dos EUA sobre proposta para o Estreito de Ormuz
Imagem: site

Irã aguarda resposta definitiva dos EUA sobre proposta para o Estreito de Ormuz

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O governo do Irã afirmou que continua à espera de uma posição considerada “definitiva” a respeito de sua mais recente proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz. A declaração ocorre mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter rejeitado publicamente a oferta apresentada por Teerã.

De acordo com os termos do plano iraniano, a importante via navegável poderia ser reaberta em uma semana, permitindo também a retomada das negociações nucleares, caso Washington cumprisse determinadas exigências. Entre as condições estipuladas estão o levantamento do bloqueio naval e a suspensão das sanções impostas ao petróleo iraniano.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, comentou o cenário durante sua passagem por Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas. “Vimos a primeira reação do presidente dos EUA, mas ainda não recebemos nenhuma informação dos mediadores”, declarou a jornalistas. O chanceler também afirmou que o líder americano costuma fazer declarações positivas e contraditórias com frequência, ressaltando que o país aguarda os pareceres definitivos dos mediadores para tomar uma decisão.

Araghchi pontuou ainda que as condições exigidas não diferem do conteúdo presente no Memorando de Entendimento firmado entre os dois países em junho, que acabou rompido com a retomada dos confrontos. “Se as condições necessárias forem atendidas, o estreito poderá ser reaberto e a passagem marítima normal restabelecida em sete dias. A decisão agora cabe aos Estados Unidos”, acrescentou, frisando que Teerã não tem pressa e que a segurança não pode ser restaurada automaticamente após ataques, ameaças de aniquilação e o bloqueio marítimo.

No sábado (26), Donald Trump classificou a proposta de Teerã como inaceitável. O republicano argumentou que os iranianos buscam um acordo imediato por estarem em situação desfavorável, mas reiterou que a oferta atual não atende aos critérios americanos. Por sua vez, um representante da Casa Branca informou à CNN que o governo dos EUA mantém discussões positivas e construtivas por meio de mediadores, reforçando que o país controla a situação no Estreito de Ormuz e não tem pressa. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também avaliou que um eventual entendimento exigirá um longo trabalho.

Em paralelo, o jornal The Wall Street Journal noticiou na sexta-feira (25) que Trump teria sinalizado a sua equipe sobre a probabilidade de uma nova campanha de bombardeios após as eleições de meio de mandato, embora autoridades apontassem que essa visão pode se alterar. Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente americano ponderou entre firmar um acordo que permita a reconstrução do Irã ou optar por aniquilar a República Islâmica rapidamente. O porta-voz do exército iraniano, Mohammad Akraminia, declarou no domingo que o país está preparado para eventuais novos ataques diante da conjuntura regional.

A tensão geopolítica também se reflete no Iêmen, onde confrontos intensos foram registrados no domingo entre militantes houthis — apoiados pelo Irã — e facções aliadas à Arábia Saudita. Um ataque a um mercado na província de Taiz deixou pelo menos sete mortos e dezenas de feridos, conforme balanço do Ministério da Saúde houthi. Enquanto o governo iemenitamente reconhecido internacionalmente afirmou que o alvo era um acampamento militar, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, negou que Teerã controle as ações do grupo iemenita, afirmando que eles respondem por seus próprios atos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ira-diz-que-espera-resposta-definitiva-dos-eua-sobre-proposta-para-ormuz/

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