O governo do Irã segue avaliando a resposta enviada pelos Estados Unidos referente à proposta de Teerã para a reabertura do Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (12) por Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, durante uma entrevista coletiva semanal.
Segundo o porta-voz, o diálogo entre os dois países ocorre de forma indireta por meio de intermediários. O governo iraniano estuda os pontos apresentados por Washington e deve enviar uma resposta assim que o processo de avaliação for finalizado.
"Posso dizer que a troca de mensagens entre o Irã e os Estados Unidos, por meio de intermediários, continua", declarou Baghaei, acrescentando que a posição oficial será transmitida aos mediadores tão logo a análise interna seja concluída.
A proposta de Teerã foi apresentada em meados de setembro, na sequência do colapso de um cessar-fogo temporário que havia sido firmado em junho, o que levou à retomada de ataques intermitentes. O governo iraniano confirmou o recebimento da contraproposta americana, mas o andamento das negociações tem ocorrido de forma lenta.
No domingo (11), o chefe de segurança do Irã pontuou que o documento enviado pelos Estados Unidos não atende plenamente às sete exigências impostas por Teerã para viabilizar a reabertura da rota e a retomada das conversas.
Em paralelo, na quinta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington não realizará ataques contra o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro. O mandatário também classificou as conversas entre as nações como produtivas para buscar o fim do conflito.
As hostilidades iniciaram em fevereiro, quando forças dos Estados Unidos e de Israel desfecharam ataques contra o território iraniano. O cenário de guerra tem gerado impactos na popularidade doméstica de Trump e representa um desafio para o Partido Republicano na tentativa de manter suas margens de maioria no Congresso nas eleições de novembro.
Declarações sobre o Iêmen
Durante a mesma entrevista coletiva, Esmaeil Baghaei comentou a situação no Iêmen, avaliando que o impasse na região deveria ter recebido solução prévia por meio de entendimentos diretos entre os iemenitas e a Arábia Saudita. O representante do ministério apontou que um roteiro para um acordo havia sido desenhado e reiterou que o Irã apoiaria a implementação do que fosse pactuado entre as partes.
