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Iraniana de 21 anos é condenada à morte após protestos contra o governo

Taraneh Rahimi, de 21 anos, foi condenada à morte no Irã após participar de protestos contra o governo em janeiro e relata sofrer torturas na prisão.

Redação•18 de set. de 2026, 14:05
Iraniana de 21 anos é condenada à morte após protestos contra o governo
Imagem: site

Iraniana de 21 anos é condenada à morte após protestos contra o governo

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A jovem iraniana Taraneh Rahimi, de 21 anos, aguarda a execução no corredor da morte após ser condenada em 31 de agosto. O caso ocorreu oito meses depois de ela e sua irmã gêmea, Romina, participarem de manifestações contra as autoridades na cidade de Isfahan, em janeiro.

Os atos ocorreram durante o ápice de um movimento nacional iniciado no final de dezembro, impulsionado pelo aumento do custo de vida, pelo colapso da economia do Irã e pela desvalorização da moeda nacional, o rial, que perdeu quase 50% de seu valor em relação ao dólar ao longo de 2025, atingindo uma baixa histórica. Com a forte repressão, os atos evoluíram para uma contestação direta ao regime teocrático que governa o país desde 1979.

Segundo o grupo Hengaw, baseado na Noruega, e a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, Taraneh foi detida em uma batida policial uma semana após os protestos e recebeu a pena capital sob a acusação de participação em incidentes em uma praça que resultaram em duas mortes, incluindo um membro das forças de segurança. Outros réus julgados pelo mesmo episódio receberam penas de até 36 anos de prisão, entre eles a irmã gêmea de Taraneh, Romina.

A agência de notícias AFP informou, com base em relatos familiares, que a jovem completou 21 anos na prisão e é submetida a torturas físicas e psicológicas constantes. Masud Nourmohamadi, primo de Taraneh residente nos Estados Unidos, relatou que os detidos sofriam torturas na presença uns dos outros. Segundo ele, a confissão da jovem foi obtida sob coação, após ameaças de que sua irmã seria estuprada em sua frente caso ela não assinasse os documentos.

O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI), sediado nos Estados Unidos, manifestou preocupação com o estado de saúde da condenada, destacando que ela apresenta dificuldades para caminhar. Embora a sentença ainda possa ser contestada, o governo iraniano já executou 29 pessoas — todas do sexo masculino — em decorrência dos protestos, por meio de processos avaliados como injustos por diversas organizações não governamentais, como a Anistia Internacional.

Investigadores da ONU e grupos de direitos humanos apontam que a repressão estatal deixou dezenas de milhares de presos e foi uma das mais letais das últimas décadas, com relatos de disparos de armas automáticas contra manifestantes desarmados, prisões em massa e episódios de tortura que incluem espancamentos e estupros. Dados da HRANA de janeiro apontam a confirmação de 5.848 mortes — incluindo 209 integrantes das forças de segurança — e ao menos 41.283 detenções.

Por outro lado, as autoridades do Irã alegam que agem contra instigadores e promotores de distúrbios fomentados pelo exterior, acusando os organizadores dos atos de terrorismo e ligação com governos estrangeiros. O governo iraniano reconhece 3.117 mortes, atribuindo a maioria delas a membros das forças de segurança ou transeuntes atingidos por vândalos.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/condenada-a-morte-aos-21-anos-iraniana-aguarda-execucao-por-protestar-contra-governo/

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