NewsHub
Mundo

Islândia rejeita adesão à União Europeia em referendo

Islândia rejeita em referendo a retomada das negociações para adesão à União Europeia, com 52,8% dos votos contrários. Resultado congela discussões até 2028 e representa revés para Bruxelas, que buscava ampliar sua presença no Ártico. Entenda os impactos econômicos e geopolíticos da decisão. Saiba mais.

Redação•30 de ago. de 2026, 21:29
Islândia rejeita adesão à União Europeia em referendo
Imagem: site

Islândia rejeita adesão à União Europeia em referendo

Ouça esta matéria em voz alta

A Islândia rejeitou, em referendo realizado no último sábado (30), a retomada das negociações para adesão à União Europeia (UE). Segundo resultados finais divulgados pela emissora pública islandesa RUV, 52,8% dos eleitores votaram contra a proposta, enquanto 47,2% foram favoráveis. A participação foi de 82,5%, superior à de eleições parlamentares anteriores.

Reação do governo e da UE

A primeira-ministra islandesa, Kristrun Frostadottir, afirmou que o governo não retomará as negociações durante esta legislatura, que se estende até 2028. "Quero ser absolutamente clara: este governo não retomará as negociações de adesão durante esta legislatura", declarou. Frostadottir, que havia apoiado a retomada, classificou o resultado como "uma vitória para a democracia".

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a UE "respeita plenamente a escolha democrática" dos islandeses. Um porta-voz destacou que a Islândia continua sendo "um dos parceiros mais próximos e confiáveis" do bloco, mesmo sem adesão formal.

Contexto e impactos

A Islândia solicitou a adesão à UE após a crise financeira de 2009, que afetou sua economia fortemente exposta a hipotecas subprime americanas. As negociações foram suspensas em 2013 com a ascensão de um governo eurocético. O referendo, embora não vinculativo, foi promovido pelo governo atual para avaliar a opinião pública sobre uma integração mais profunda.

A pesca, que representa quase 40% das exportações islandesas, foi um dos principais pontos de discórdia. A Islândia busca manter o controle exclusivo sobre suas cotas, recusando-se a cumprir as regras da UE. Bruxelas, por sua vez, se mostrou disposta a buscar "soluções criativas" para acomodar as demandas islandesas.

A adesão da Islândia teria sido vista como um sinal positivo para a política de ampliação da UE e fortalecido sua presença no Ártico, região cada vez mais estratégica. Um resultado favorável também poderia ter reacendido o debate na Noruega, outro país próspero e relutante em aderir ao bloco.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/islandia-rejeita-retomar-negociacoes-de-adesao-a-uniao-europeia/

Compartilhar