O líder do PSB, João Campos, mobiliza parlamentares para discutir a influência de plataformas digitais nas eleições. Ele aponta para supostas desigualdades na exibição de conteúdos políticos, com candidatos da direita alcançando maior visibilidade em redes sociais.
O ex-prefeito do Recife, que não ocupa mais cargo na Câmara, lidera debates com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre a necessidade de regular algoritmos de plataformas como Instagram, WhatsApp, Facebook, X e TikTok durante campanhas eleitorais.
Segundo Campos, a Meta e o X foram obrigadas a apresentar relatórios sobre o alcance de publicações de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal, aliados de Flávio Bolsonaro, após reclamações de que as plataformas favoreciam a direita.
O cacique do PSB argumenta que empresas como a Meta, que receberam 423,8 milhões de reais em verba pública em 2026, devem operar com transparência, destacando que vídeos de "dancinha" e "lacração" de candidatos como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato (PL-SP) ganharam espaço em detrimento de conteúdos políticos sérios.
Com apoio de sua esposa, Tabata Amaral (SP), e irmão Pedro Campos (PE), ambos do PSB, João Campos busca fortalecer a proposta de regulamentação de conteúdos eleitorais nas redes sociais.
