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Juiz federal prorroga acesso de CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca

Juiz federal Timothy Kelly prorrogou decisão que garante o acesso da CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca durante andamento de processo.

Redação•14 de out. de 2026, 01:30
Juiz federal prorroga acesso de CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca
Imagem: site

Juiz federal prorroga acesso de CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca

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Um juiz federal determinou nesta terça-feira (13) que o governo de Donald Trump deve continuar permitindo a entrada da CNN, da MS NOW e do Politico na Casa Branca. A medida vale enquanto tramita o processo judicial movido pelas organizações de imprensa contra a proibição imposta pelo presidente americano.

A decisão foi tomada pelo juiz distrital Timothy Kelly e substitui uma ordem anterior que perderia validade nesta terça-feira. Com a determinação, o governo fica impedido de executar ou fazer cumprir a medida anunciada em 18 de setembro de 2026, que revogava as credenciais permanentes de acesso à Casa Branca concedidas aos funcionários dos três veículos.

Justificativas divergentes e debate judicial

Donald Trump defendeu o veto repetidamente desde o anúncio, justificando que a cobertura jornalística dos veículos seria “negativa” ou “tendenciosa”. Contudo, em documentos entregues à Justiça, o Departamento de Justiça argumentou que a restrição também envolvia motivos de segurança nacional, citando reportagens sobre a guerra no Irã, a construção do salão de festas na Ala Leste e a convenção republicana para as eleições de meio de mandato.

Durante audiência realizada na última quinta-feira (8), o juiz Timothy Kelly expressou ceticismo diante da divergência entre os argumentos apresentados por Trump e pelos advogados governamentais, classificando a situação como incomum.

  • Defesa do governo: O advogado do Departamento de Justiça, Michael Velchik, sustentou que a remoção de jornalistas está sob a discricionariedade presidencial e apontou que o presidente classifica a CNN como imprensa falsa há anos.
  • Posição da imprensa: O advogado dos veículos, Ted Boutrous Jr., enfatizou a natureza subjetiva da proibição, destacando que o próprio presidente determinou a medida pessoalmente devido a reportagens desfavoráveis.

As organizações de notícias argumentam que a proibição comprometeu a cobertura jornalística do presidente e gerou um efeito inibidor sobre o restante da imprensa.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/juiz-prorroga-decisao-sobre-acesso-da-cnn-ms-now-e-politico-a-casa-branca/

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