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Juíza sul-africana Navi Pillay vence o Prêmio Nobel da Paz 2026

A jurista sul-africana Navi Pillay venceu o Prêmio Nobel da Paz 2026 pelo conjunto de sua atuação na promoção da paz e do direito internacional.

Redação•09 de out. de 2026, 07:30
Juíza sul-africana Navi Pillay vence o Prêmio Nobel da Paz 2026
Imagem: site

Juíza sul-africana Navi Pillay vence o Prêmio Nobel da Paz 2026

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A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay foi anunciada nesta sexta-feira (9) como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2026. A premiação foi concedida em reconhecimento aos seus esforços dedicados à promoção da paz e do direito internacional, conforme informou o Comitê Nobel da Noruega.

De acordo com o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, a escolha tem o propósito de lembrar a comunidade global que o Estado de Direito, tanto em âmbito nacional quanto internacional, serve como base para a sustentação da paz e da resolução pacífica de conflitos. Frydnes apontou ainda que o sistema de direito internacional enfrenta forte pressão atual e que suas instituições sofrem ataques.

Trajetória e atuação internacional

Historicamente ligada à luta contra o apartheid ao lado de Nelson Mandela, Navi Pillay atuou na defesa de ativistas opositores ao regime e na garantia de direitos de presos na Ilha Robben. Natural da província de Natal, ela fez história ao ser a primeira mulher negra a compor o Tribunal Superior da África do Sul e a primeira mulher a abrir um escritório de advocacia na região.

Em sua trajetória global, Pillay exerceu o cargo de Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014. O Comitê Nobel destacou seu papel essencial para que crimes de guerra, crimes contra a humanidade e o genocídio fossem levados a julgamento. Ela integrou tribunais internacionais de destaque, atuando como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e presidindo o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, além de participar de investigações sobre o genocídio no país africano na década de 1990.

Em 2015, assumiu como a 16ª comissária da Comissão Internacional contra a Pena de Morte e passou a integrar a Comissão de Informação e Democracia, projeto promovido pela organização Repórteres Sem Fronteiras.

Atuação recente e contestações

Recentemente, sob a liderança de Pillay, uma comissão da ONU concluiu em 2025 que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza e que líderes israelenses de alto escalão, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, incitaram tais atos. O governo de Israel classificou as acusações como escandalosas.

O Tribunal Penal Internacional também esteve no centro das expectativas para o Nobel da Paz deste ano, modalidade para a qual cortes e organizações são elegíveis. O tribunal enfrenta reações e ameaças de sanções por parte do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, na sequência da emissão de um mandado de prisão contra Benjamin Netanyahu em razão das operações militares em Gaza.

Entrega da premiação

O Nobel da Paz é o quinto prêmio divulgado na semana, sucedendo as categorias de Medicina, Física, Química e Literatura. A ganhadora do prêmio em 2025 foi a líder oposicionista venezuelana María Corina Machado, e o anúncio na área de Economia está programado para a próxima segunda-feira (12).

A entrega da medalha e da bonificação de 12 milhões de coroas suecas — montante equivalente a cerca de 1,2 milhão de dólares — está marcada para o dia 10 de dezembro em Oslo, data que marca o aniversário de falecimento do industrial Alfred Nobel, criador da premiação em seu testamento de 1895.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/nobel-da-paz-2026-vencedor-anuncio/

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