Impacto internacional na curva de juros
As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) encerraram a terça-feira (15) em trajetória de alta, influenciadas pela valorização do petróleo e pelo aumento dos rendimentos dos Treasuries no exterior. O contrato para janeiro de 2028 atingiu 13,67%, enquanto o DI para janeiro de 2035 subiu para 14,375%.
O preço do petróleo Brent superou a marca de US$ 108 por barril, impulsionado pela suspensão de carregamentos no Mar Vermelho e por interrupções em campos de extração na Líbia, elevando temores globais sobre a inflação. Nos Estados Unidos, a alta dos rendimentos dos Treasuries reflete a expectativa de que o Federal Reserve intensifique o aperto monetário.
Cenário político e pesquisas eleitorais
Internamente, o mercado financeiro monitorou de perto a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e as repercussões no pleito presidencial. O foco recaiu sobre o possível impacto na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O sentimento dos investidores foi abalado pela nova pesquisa CNT/MDA, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,3% contra 40% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, liderando fora da margem de erro. O resultado destoou de levantamentos recentes da Quaest e Nexus, que indicavam empate técnico.
Dados da economia brasileira
No âmbito da atividade econômica, o IBGE reportou uma queda de 0,8% nas vendas do varejo em julho, desempenho aquém das projeções do mercado. Esse cenário de desaceleração reforça a expectativa de que o Banco Central brasileiro realize um corte de 25 pontos-base na taxa Selic nesta quarta-feira, com possibilidade de continuidade do ciclo de reduções em novembro.
