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Justiça dos EUA apoia proibição de repórteres na Casa Branca

Departamento de Justiça dos EUA argumenta que cobertura da imprensa sobre guerra no Irã e salão de festas justifica veto na Casa Branca.

Redação•23 de set. de 2026, 05:24
Justiça dos EUA apoia proibição de repórteres na Casa Branca
Imagem: site

Justiça dos EUA apoia proibição de repórteres na Casa Branca

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos declarou na noite de terça-feira (22) que veículos de imprensa como CNN, MS NOW e Politico podem sofrer restrições de acesso a áreas da Casa Branca por ordem presidencial. A defesa do governo argumenta que a cobertura jornalística sobre a guerra no Irã e sobre a construção do salão de festas do presidente americano, Donald Trump, representaria um risco à segurança nacional capaz de justificar a medida.

De acordo com a petição protocolada pelo governo Trump, o acesso à sede do Executivo estadunidense constitui um privilégio e não um direito, desconsiderando as garantias da Primeira Emenda. O texto aponta ainda que o presidente possui prerrogativa para controlar setores privados do complexo com o objetivo de resguardar informações sensíveis de segurança nacional.

A manifestação jurídica foi submetida a tribunal em Washington, D.C., na véspera de uma audiência de emergência convocada pelo juiz federal Timothy Kelly. Na ação, as empresas afetadas solicitam a restituição imediata das credenciais de acesso. O episódio gerou forte reação na imprensa local, resultando na suspensão da cobertura ao vivo de Trump por parte de grandes redes de televisão, da National Public Radio e de profissionais de fotografia credenciados.

Documentos anexados ao processo trazem cartas enviadas aos veículos na mesma terça-feira, contendo as justificativas presidenciais. Enquanto veículos apontam violação ao devido processo legal por ausência de aviso prévio e direito de defesa, o Departamento de Justiça rebateu tais alegações e estipulou o prazo até sexta-feira (25) para que os jornalistas apresentem contestações por escrito.

As notificações detalham reportagens específicas que motivaram as restrições:

  • CNN: citada por coberturas sobre os planos de construção de um bunker ultrassecreto sob a Ala Leste e matérias sobre o conflito no Irã.
  • MS NOW: alvo por publicações relacionadas à guerra iraniana e a uma apuração sobre vazamento de dados.
  • Politico: questionado por reportagens envolvendo o Irã, o salão de festas e debates sobre sanções aplicadas à Rússia.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-justica-defende-veto-a-reporteres-na-casa-branca-por-risco-a-seguranca/

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