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Justiça dos EUA mantém Anthropic como risco à segurança nacional

Tribunal federal de apelações decide que a Anthropic continuará impedida de fechar contratos militares com o governo dos Estados Unidos.

Redação•25 de set. de 2026, 16:28
Justiça dos EUA mantém Anthropic como risco à segurança nacional
Imagem: site

Justiça dos EUA mantém Anthropic como risco à segurança nacional

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Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (25) manter a Anthropic, criadora da inteligência artificial Claude, na lista de empresas consideradas de risco à segurança nacional pelo Departamento de Defesa dos EUA. Com a medida, a companhia continua proibida de firmar contratos militares com o governo americano.

A deliberação ocorreu após meses de disputa judicial entre a startup e o governo dos Estados Unidos acerca da utilização de seus modelos de IA no setor de Defesa. A empresa recorreu à Justiça para tentar reverter a classificação imposta pelo Pentágono.

Segundo a Anthropic, a restrição já provocou perdas de bilhões de dólares em negócios e danos à sua reputação. A situação acontece em um período sensível para a companhia, que avalia uma oferta pública inicial de ações (IPO) para negociar papéis na bolsa de valores. Conforme informações da agência Reuters, a empresa declarou que discorda da decisão de forma respeitosa, mantém confiança em sua posição e estuda alternativas, incluindo uma possível revisão judicial.

No mês anterior, um juiz federal localizado em São Francisco havia derrubado uma designação parecida fundamentada em outra legislação, ao concluir que o governo havia retaliado a startup de maneira ilegal em razão de seus posicionamentos sobre a segurança da inteligência artificial.

Atuação internacional e ausência em evento oficial

Paralelamente ao impasse jurídico, a Anthropic tem buscado ampliar sua presença nos debates globais sobre o avanço tecnológico. Na última quarta-feira (23), representantes da empresa participaram de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), convocada pela França. O encontro debateu os riscos trazidos por sistemas de inteligência artificial cada vez mais avançados e difíceis de controlar. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, discursou no evento ao lado de executivos de outras companhias do setor.

Apesar da participação na ONU, Amodei não foi convidado para o jantar de gala promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sede do Executivo americano, em honra ao líder chinês Xi Jinping. O banquete reuniu nomes como Jensen Huang (Nvidia), Lisa Su (AMD), Elon Musk (SpaceX e Tesla) e Tim Cook (ex-CEO da Apple).

Relação com o governo de Donald Trump

A exclusão da empresa ocorre em meio a atritos na relação com a administração de Donald Trump. Em junho, o governo americano ordenou o bloqueio de acesso aos modelos avançados da companhia, o Mythos 5 e o Fable 5, sob alegações de segurança nacional. No mês seguinte, restrições ao Mythos 5 foram parcialmente atenuadas para permitir o uso por ciberdefensores e operadores de infraestrutura dos EUA, embora aliados internacionais na Europa e na Ásia tenham continuado sem acesso.

Fundada em 2021 por Dario Amodei e outros ex-profissionais da OpenAI, a Anthropic adotou uma estratégia voltada à cautela no desenvolvimento de inteligência artificial. O chatbot Claude foi lançado em março de 2023. O governo Trump, inicialmente avesso a regulamentações mais amplas sobre o setor, passou a monitorar de perto os riscos associados ao progresso tecnológico diante da sofisticação dos modelos atuais.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/09/25/anthropic-estados-unidos-seguranca-nacional.ghtml

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