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Justiça não pode ser refém de vazamentos seletivos, diz Lula sobre Master

Lula critica vazamentos seletivos no caso Master e defende investigações sem blindagens no Judiciário. Escândalo envolve milhões de brasileiros e suspeitas de participação de políticos e magistrados.

Redação•04 de set. de 2026, 00:31
Justiça não pode ser refém de vazamentos seletivos, diz Lula sobre Master
Imagem: site

Justiça não pode ser refém de vazamentos seletivos, diz Lula sobre Master

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou nesta quinta-feira sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, classificando-o como "o maior roubo da história do Brasil". Em vídeo divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Lula afirmou que o país não pode ficar refém de vazamentos seletivos e defendeu a adoção de um código de ética para o Judiciário.

Crise no STF e envolvimento de magistrados

O mandatário destacou que milhões de pessoas de diversos estados e municípios foram prejudicadas pelo esquema, com suspeitas de participação de políticos e agentes públicos. "Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa", declarou. Lula também mencionou que foi durante seu governo que o banqueiro foi preso e o banco fechado.

Nos últimos dias, vazamentos revelaram a relação entre Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de um encontro do ex-banqueiro com André Mendonça, relator do caso Master na Corte. O presidente evitou citar diretamente as recentes revelações sobre magistrados, mas reforçou a necessidade de investigações sem blindagens.

Transparência e integridade nas investigações

Lula afirmou ser "fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer". Ele destacou que o povo brasileiro espera que o presidente do STF e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo para garantir a integridade e a confiança nas investigações. "Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira", declarou.

Em meio à crise no STF, o ministro Gilmar Mendes se reuniu com Lula na terça-feira, e o presidente também conversou com o presidente da Corte, Edson Fachin, para avaliar o clima interno da instituição.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/nossa-justica-nao-pode-ficar-refem-de-vazamentos-seletivos-diz-lula/

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