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Economia

Leila Barros relata apelo popular pela isenção na "taxa das blusinhas"

A senadora Leila Barros, relatora da MP que trata da 'taxa das blusinhas', destaca a pressão de consumidores pela isenção de US$ 50 e a busca por equilíbrio no Congresso.

Redação•29 de ago. de 2026, 07:45
Leila Barros relata apelo popular pela isenção na "taxa das blusinhas"
Imagem: site

Leila Barros relata apelo popular pela isenção na "taxa das blusinhas"

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O diálogo com os consumidores e o setor produtivo

A senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da medida provisória (MP) que aborda o fim da isenção tributária conhecida como “taxa das blusinhas”, declarou que pretende ouvir diversos setores antes de concluir o texto para votação no Congresso Nacional. Em entrevista concedida ao programa VEJA em Foco, a parlamentar ressaltou que, além das pressões do setor produtivo e das negociações com o governo federal, tem percebido um forte apelo popular, especialmente nas ruas, pela manutenção da isenção em compras internacionais de até 50 dólares. Este relato sintetiza trechos da entrevista em vídeo concedida à jornalista Marcela Rahal.

A comissão mista encarregada de analisar a MP já foi instalada no Congresso, contando com o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) na presidência e Leila Barros como relatora. Conforme a programação mencionada, a expectativa era levar a proposta ao plenário da Câmara em uma segunda-feira, dia 31. Vale destacar que a medida provisória perde sua validade no dia 8 de setembro caso não receba a aprovação necessária.

Negociações e emendas ao texto da MP

Atualmente, o texto da medida provisória enfrenta a análise de 112 emendas apresentadas por diversos parlamentares. Segundo a senadora, as negociações ainda estão em fase inicial, tendo ocorrido uma primeira reunião com a equipe econômica do governo e representantes da Câmara e do Senado para avaliar as sugestões. O setor produtivo também tem buscado diálogo diretamente no gabinete da relatora. Leila afirmou que os trabalhos continuariam durante o fim de semana para viabilizar um texto final antes da votação parlamentar.

Para conciliar os interesses conflitantes, a parlamentar afirmou que busca o diálogo constante com o setor produtivo, o governo e o Legislativo. Questionada sobre possíveis mecanismos de compensação para as empresas nacionais e o eventual impacto orçamentário, a senadora reconheceu que algumas alternativas podem gerar custos adicionais. Segundo ela, inúmeras possibilidades foram apresentadas e estão sendo discutidas com as assessorias do Congresso e a equipe econômica.

O apelo popular e as preocupações da indústria

Leila Barros enfatizou que a decisão legislativa não deve considerar apenas as reivindicações empresariais. Ela relatou que o apelo pela manutenção da isenção é recorrente entre os consumidores nas ruas, com destaque para o público feminino, que figura entre as principais consumidoras das plataformas de compras online. A senadora afirmou estar confiante na possibilidade de conciliar as diferentes demandas apresentadas.

Paralelamente, a indústria e o varejo nacional demonstram forte reação à possibilidade de manutenção da isenção, argumentando que a medida pode ampliar a vantagem competitiva de produtos importados vendidos por sites estrangeiros. A relatora garantiu que analisará os números apresentados pelo setor e os comparará aos dados da equipe econômica, ressaltando que não agirá de forma irresponsável quanto aos riscos para o emprego no país.

Urgência na votação e trajetória política

A proximidade do prazo de validade da MP gerou uma "força-tarefa" no Congresso durante o fim de semana. A meta é avançar na análise das emendas e buscar acordos com as lideranças para evitar pedidos de vista que atrasem a tramitação. Leila Barros destacou que sua escolha para a relatoria deve-se à sua experiência anterior em pautas complexas, citando como exemplo as negociações sobre o mercado de carbono com o setor do agronegócio. Ela pretende adotar a mesma postura de equilíbrio na análise da "taxa das blusinhas".

Ao final da entrevista, a senadora comentou sobre sua confiança na disputa pela reeleição no Distrito Federal, mencionando pesquisas e seu trabalho voltado à defesa das mulheres, saúde e terceiro setor ao longo de oito anos de mandato. O conteúdo original foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana, baseando-se em informações do telejornal VEJA em Foco.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/o-apelo-dos-consumidores-sobre-a-taxa-das-blusinhas-segundo-senadora/

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