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Líder do governo aponta cálculo eleitoral em apoio da oposição à PEC do fim da 6x1

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que o apoio da oposição ao fim da escala 6x1 é motivado por cálculo eleitoral.

Redação•14 de out. de 2026, 12:30
Líder do governo aponta cálculo eleitoral em apoio da oposição à PEC do fim da 6x1
Imagem: site

Líder do governo aponta cálculo eleitoral em apoio da oposição à PEC do fim da 6x1

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A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou nesta quarta-feira (14) que a alteração de postura da oposição em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 representa um “cálculo eleitoral”. Segundo a senadora, o grupo de direita votará favoravelmente ao texto por “interesse”, motivado pelo fato de que mais de 70% da população apoia a medida.

Em conversa com jornalistas, Teresa Leitão declarou que os opositores apenas mudaram de posição devido à alta aprovação popular. “É cálculo eleitoral porque essa PEC tem aprovação de mais de 70% da população. Quem vai ser contra isso? Eles sempre disseram que nós fizemos essa PEC com caráter eleitoreiro. Essa proposta chegou aqui em maio, mas por questões alheias a nossa vontade, ela ficou parada. Já podia estar aprovada antes do período eleitoral”, afirmou a senadora.

A parlamentar também reforçou que a oposição ainda pretende alterar a proposta para instituir um modelo de pagamento por hora aos trabalhadores, o que poderia provocar uma redução nos salários. Em maio, uma pesquisa do Real Time Big Data apontou que o fim da escala 6x1 conta com o apoio de 71% dos brasileiros, enquanto 26% desaprovam a mudança e 6% não souberam responder.

Votação no Senado e articulação do governo

A votação da proposta no plenário do Senado está prevista para esta quarta-feira (14). A estratégia do governo é aprovar o texto sem modificações, impedindo que a matéria precise retornar para nova análise da Câmara dos Deputados.

Por se tratar de uma PEC, a aprovação exige o voto de pelo menos 49 senadores em dois turnos. Para acelerar o processo e permitir a votação em dois turnos ainda nesta quarta-feira, o governo apresentou um pedido de calendário especial para derrubar o intervalo regimental conhecido como “interstício”. De acordo com Teresa Leitão, a expectativa para a aprovação do calendário é positiva, contando com 56 assinaturas de blocos e partidos.

Ainda segundo a senadora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que possuía expectativa de acompanhar a votação no Congresso, tem agenda de campanha e deverá acompanhar o andamento de forma online.

Posicionamento da oposição

Conforme noticiado, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, decidiu anunciar voto favorável à proposta. No entanto, ele também sinalizou a empresários a possibilidade de revisar o fim da escala de trabalho 6x1 caso venha a ser eleito.

O que diz o texto da PEC

A proposta estabelece uma transição de 14 meses para reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A diminuição ocorrerá em duas etapas de duas horas cada, sem redução salarial:

  • Primeira etapa: realizada 60 dias após a promulgação do texto.
  • Segunda etapa: realizada 12 meses após a primeira, totalizando 14 meses após a promulgação.

Na prática, o texto visa garantir o fim da escala 6x1 — que consiste em seis dias de trabalho seguidos por um de folga — com a determinação de dois dias de descanso, com vigência também a partir de 60 dias após a promulgação. O texto determina que o dia de repouso deve ser “preferencialmente aos domingos”.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/lider-do-governo-ve-calculo-eleitoral-em-apoio-da-oposicao-ao-fim-da-6x1/

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