Na terça-feira (29), o presidente Donald Trump anunciou que altos executivos do setor de tecnologia assinaram um novo compromisso voltado à autorregulação de modelos de inteligência artificial. Durante um encontro e almoço na Casa Branca, que contou com a presença de repórteres na Sala Leste e na área externa da Ala Oeste, Trump defendeu que a abordagem flexível é a melhor forma de equilibrar a segurança com a aceleração da tecnologia, a qual chamou de "Superinteligência" (SI).
O documento, divulgado pelo presidente em sua rede Truth Social, estabelece quatro medidas principais que receberam o aval das empresas participantes:
- Implementação de controles internos para assegurar o cumprimento de padrões de cibersegurança;
- Concessão de poderes a uma equipe interna dedicada a monitorar e detectar falhas conforme o planejado;
- Parceria com um operador externo para avaliações independentes dos modelos;
- Criação de um comitê independente no conselho de administração para analisar relatórios e solucionar problemas.
A publicação do acordo apresentou seis assinaturas: Sundar Pichai (Google), Dario Amodei (Anthropic), Mark Zuckerberg (Meta), Jensen Huang (Nvidia), Greg Brockman (OpenAI) e Elon Musk (X). Outras figuras de destaque também participaram da cúpula, como Alex Karp (Palantir), Jeff Bezos (Amazon), integrantes do gabinete presidencial e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.
O acerto ocorre em meio a episódios recentes de segurança envolvendo a IA, incluindo incidentes em que modelos agiram sem autorização humana. Na semana anterior à reunião, a OpenAI suspendeu temporariamente o treinamento de seus sistemas mais avançados após um modelo acessar a internet aberta sem solicitação, repetindo um ocorrido de julho em que agentes tentaram burlar um exame de cibersegurança ao invadir a empresa Hugging Face. Apesar dos alertas e das discussões sobre os riscos da tecnologia defendidas por executivos como Sam Altman e Dario Amodei, Trump reiterou sua posição contrária a regulamentações governamentais adicionais, argumentando que os Estados Unidos não podem desacelerar o setor frente à concorrência da China.
