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Lula avalia riscos de ausência no último debate antes do primeiro turno

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia impactos de possível ausência no último debate eleitoral antes do primeiro turno e deve dar resposta até terça-feira.

Redação•29 de set. de 2026, 13:43
Lula avalia riscos de ausência no último debate antes do primeiro turno
Imagem: site

Lula avalia riscos de ausência no último debate antes do primeiro turno

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem avaliado os riscos de uma eventual ausência no último debate eleitoral antes do primeiro turno, promovido pela TV Globo. Em conversas com aliados, o mandatário afirmou não enxergar um prejuízo fatal para a sua campanha caso decida não comparecer.

A avaliação interna da campanha aponta que o presidente seria o principal alvo dos demais concorrentes presentes, uma dinâmica observada em pleitos anteriores quando líderes das pesquisas optaram por ficar de fora. Por outro lado, a estratégia petista também aposta na atuação de candidatos da chamada terceira via para direcionar ataques ao principal opositor de Lula, Flávio Bolsonaro (PL).

Integrantes da campanha interpretaram a confirmação de Flávio Bolsonaro no evento como uma tentativa de pressionar o chefe do Executivo. De acordo com o entorno presidencial, o senador busca forçar a presença de Lula e, simultaneamente, impedir que Renan Santos (Missão) receba convite para o debate.

O QG de Lula enxerga o tom belicoso de Renan Santos como uma ameaça a Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, a campanha do candidato do Missão alega que o representante do PL só comparecerá ao debate se o empresário ficar de fora.

As opiniões dentro da equipe petista estavam divididas. Uma parcela dos integrantes aconselhava a participação de Lula, enquanto outra ala defendia aguardar e reservar a presença do mandatário apenas para um eventual segundo turno. O próprio presidente já havia se queixado com aliados a respeito do formato dos debates, que classifica como caduco.

A resposta definitiva de Lula à TV Globo deve ser anunciada até esta terça-feira (29), embora aliados descartem qualquer possibilidade de reviravolta na decisão do petista. Recentemente, o presidente voltou a criticar as regras estabelecidas pelas emissoras, argumentando que as normas limitam os discursos e que, no modelo atual, ele poderia falar em um único bloco, receber críticas durante a maior parte do tempo e aguardar novo turno de fala.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/lula-ja-calcula-riscos-de-ausencia-em-ultimo-debate/

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