Declarações em Porto Alegre
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou, nesta sexta-feira (11.set.2026), a escassa presença de mulheres em cargos políticos no Brasil ao regime do apartheid na África do Sul. A fala ocorreu durante um ato de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Lula recordou a trajetória de Nelson Mandela e o fim da segregação racial sul-africana para questionar por que, mesmo sendo maioria na sociedade, as mulheres possuem representação reduzida na Câmara dos Deputados, prefeituras e governos. Segundo o presidente, o cenário é fruto de uma falta de "consciência política". Ele incentivou o voto feminino em mulheres, mas ressaltou a importância de analisar o perfil ideológico das candidatas: "É preciso saber se a mulher é fascista ou não", pontuou.
Críticas a Carla Zambelli
Sem citar nomes, Lula fez uma referência à ex-deputada Carla Zambelli, mencionando um episódio em que uma mulher "pegou a pistola para matar um homem" e fugiu para a Itália. O presidente afirmou ser necessário eleger mulheres "que gostam de homem, de mulher, de criança e de família".
Contexto do evento
O ato contou com a presença da candidata ao governo gaúcho, Juliana Brizola, e representantes de oito partidos da coligação. Além das pautas de gênero, os discursos abordaram a reconstrução do estado após as enchentes de 2024 e o combate ao feminicídio. O deputado Paulo Pimenta utilizou o espaço para denunciar supostos esquemas financeiros envolvendo o Banco Master e figuras da direita, enquanto Lula defendeu as ações de seu governo, mencionando investigações sobre esquemas do INSS e reafirmando que não aceitará interferência estrangeira nas eleições, citando a relação com Donald Trump.
