O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas com um discurso crítico à organização, destacando falhas na proteção de vulneráveis e no enfrentamento à guerra. "A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra", afirmou, citando a credibilidade da instituição como "nunca tão baixa".
Lula destacou o papel do Conselho de Segurança, criticando o direito de veto e a crise de liderança. "Os líderes dos países que integram o Conselho de Segurança precisam se reunir", disse, alertando sobre o risco de conflitos regionais se transformarem em guerras globais.
O discurso também abordou temas como o Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a crise no Haiti, com Lula defendendo o diálogo e a cooperação internacional. "A diplomacia é a única opção", afirmou sobre o conflito russo-ucraniano.
Na parte final, o presidente abordou a situação política no Brasil, destacando as eleições de outubro como um momento decisivo para a democracia. "O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho", afirmou.
