O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite de domingo (25), uma atuação mais ativa do governo federal na área de segurança pública. Durante seu primeiro pronunciamento após a confirmação de sua vitória no segundo turno das eleições, o petista argumentou que os governos estaduais não estão conseguindo lidar com o problema.
“Agora, está provado que os estados não dão conta. Nós vamos entrar agora. Vamos entrar para devolver às mulheres, aos homens e aos trabalhadores, a tranquilidade e a paz que eles precisam”, afirmou o presidente.
Lula também destacou qual será a postura de sua gestão diante da criminalidade: “Para o povo trabalhador, a gente vai dar proteção. Para o bandido, a gente vai dar prisão”.
Durante o pronunciamento, o chefe do Executivo questionou o texto da Constituição de 1988, que atribui exclusivamente aos estados a responsabilidade pela garantia da segurança pública. Ao longo de seu terceiro mandato, o governo tem defendido a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar essa designação e permitir a integração da União no setor, sendo esta a principal agenda governamental no combate ao crime organizado.
Caso a mudança legislativa seja aprovada, Lula sinalizou a intenção de criar um novo ministério voltado especificamente para tratar do assunto.
