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Lula defende divisão de debates eleitorais em séries inspiradas no futebol

Candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva criticou o formato atual de debates eleitorais em entrevista e sugeriu modelo proporcional comparado ao futebol.

Redação•02 de out. de 2026, 20:34
Lula defende divisão de debates eleitorais em séries inspiradas no futebol
Imagem: site

Lula defende divisão de debates eleitorais em séries inspiradas no futebol

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O candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o modelo atual de debates eleitorais durante entrevista ao Flow Podcast e defendeu uma nova formatação proporcional para esses encontros, comparando a ideia com as divisões do futebol brasileiro. A declaração ocorreu no mesmo momento em que os demais presidenciáveis se organizavam para um debate que acabou sendo cancelado.

Segundo apuração de Pedro Venceslau apresentada no programa CNN 360º, a decisão de Lula de não comparecer ao debate representaria um "nó tático", conforme avaliação de aliados. Questionado pelo entrevistador sobre sua ausência no debate da Globo, o petista brincou dizendo preferir a companhia do apresentador e, em seguida, criticou o formato vigente.

Pela proposta defendida por Lula, os candidatos com percentuais semelhantes de intenção de voto debateriam entre si, divididos em categorias como "Série D", "Série C" e assim por diante. Na visão do candidato, o grande debate deveria ocorrer somente no segundo turno.

Referências históricas e contradições

Para justificar sua ausência em debates, Lula recorreu a exemplos do passado. Ele lembrou que Fernando Henrique Cardoso não participou dos debates da Rede Globo em 1994 e 1998, período em que não havia a adoção de cadeira vazia. Segundo o petista, o recurso da cadeira vazia teria surgido apenas em 2006, ano em que ele próprio optou por não comparecer. Lula também mencionou que, em 2018, Jair Bolsonaro não participou do debate da emissora por motivos de saúde, após ter sido esfaqueado, e também não teve uma cadeira vazia deixada para ele, reclamando de diferença de tratamento.

A fala do candidato apresentou pontos de contradição interna. Inicialmente, Lula afirmou ter participado de todos os debates, inclusive em 1989, quando havia mais de 15 candidatos. No entanto, mais adiante na entrevista, admitiu que em 2006 escolheu não ir ao debate para evitar o enfrentamento com Geraldo Alckmin, então adversário do PSDB, e três ex-companheiros do PT. "Para que eu vou no debate me desgastar, debatendo com outros candidatos que já foram do meu partido?", declarou Lula, conforme o relato de Pedro Venceslau.

Desgaste para incumbentes e críticas ao formato

Lula e interlocutores de sua campanha avaliaram que encontros com muitos participantes acabam prejudicando quem ocupa o cargo, pois os demais concorrentes concentram seus ataques no incumbente. Em contraponto, o jornalista Pedro Venceslau lembrou que Tarcísio Gomes de Freitas liderou as pesquisas desde a pré-campanha, participou de todos os debates e deve vencer no primeiro turno.

A proposta de dividir os debates em séries foi questionada quanto ao seu impacto democrático. A apresentadora do CNN 360º, Débora Bergamasco, ponderou durante o programa que o formato seria limitador para a democracia, pois prejudicaria candidatos em início de carreira política — condição que o próprio Lula teria vivido em 1989 —, dificultando a visibilidade de nomes menos conhecidos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/lula-defende-divisao-de-debates-em-series-a-b-ou-c/

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