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Lula defende fim das bets e regulação das redes sociais em ato no Rio

Presidente afirmou em evento no Rio de Janeiro que pretende encerrar as atividades das casas de apostas e regular plataformas digitais.

Redação•24 de set. de 2026, 00:29
Lula defende fim das bets e regulação das redes sociais em ato no Rio
Imagem: site

Lula defende fim das bets e regulação das redes sociais em ato no Rio

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quarta-feira (23) que terá "imenso prazer" em encerrar as atividades das bets no Brasil, caso venha a ser reeleito. A declaração ocorreu durante um evento voltado a artistas na Fundição Progresso, situada na Lapa, na região central do Rio de Janeiro.

O encontro contou com a presença de diversas personalidades, entre elas Chico Buarque, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Humberto Carrão, Marieta Severo, Malu Mader, Xamã, Danielle Winits, Tati Quebra Barraco, Letícia Sabatella e Daniela Mercury.

Críticas aos algoritmos e às plataformas

Durante seu discurso, Lula expressou preocupação com o impacto dos algoritmos sobre os jovens e defendeu a necessidade de regulação das plataformas digitais, citando o exemplo do ECA Digital. "Precisamos motivar nossa juventude, que já foi mobilizada por muitas coisas boas. Minha preocupação é que parte dela esteja cada vez mais atrelada aos algoritmos. Se não fizermos essa luta, os algoritmos vão ganhar", pontuou o presidente.

Posicionamento sobre as casas de apostas no futebol

O chefe do Executivo também criticou o envolvimento das empresas de apostas no financiamento de clubes de futebol. Segundo o presidente, ele soube da elaboração de um documento por parte de clubes contrários ao fim das bets, sob o argumento de que a proibição prejudicaria o esporte.

Lula rebateu a tese relembrando períodos em que as equipes obtiveram grandes conquistas sem esse patrocínio:

  • Santos: citado como um dos melhores times em períodos sem o patrocínio de bets.
  • Flamengo: lembrado como campeão mundial em 1981 sem o auxílio dessas empresas.
  • Outras equipes mencionadas pelo presidente incluem Corinthians, Internacional, Grêmio e São Paulo, além de conquistas da seleção brasileira.

Para o presidente, as plataformas não proporcionam entretenimento e operam com recursos financeiros de populações de baixa renda. "Agora chega a bet, que não oferece nenhum entretenimento para ninguém, e fica financiando os clubes com o dinheiro do pobre. É o pobre que aposta, que fica doente, que se mata por estar endividado", declarou.

Ao finalizar sua participação, Lula reforçou que a medida contra as empresas de apostas não se trata de um conflito, mas de uma deliberação definitiva. "Essa não é uma guerra, é uma decisão: nós vamos acabar com as bets", concluiu.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/terei-imenso-prazer-em-acabar-com-bets-e-regular-redes-diz-lula/

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