O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o primeiro chefe de Estado a discursar na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22). Durante o discurso, o petista reafirmou a soberania brasileira e criticou a falha da organização em proteger a humanidade do flagelo da guerra.
Lula afirmou que o Brasil não cabe no "quintal de ninguém" e que não permitirá que inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra ela. Ele também defendeu o Pix como um exemplo de infraestrutura pública que promove inclusão financeira.
O presidente criticou o Conselho de Segurança da ONU por não cumprir seu papel, destacando que o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial ocorreu em 2025. Ele alertou que tensões geopolíticas podem transformar confrontos regionais em uma conflagração global.
Lula também abordou a crise no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a situação no Haiti, Cuba e Venezuela, destacando a necessidade de diálogo e cooperação internacional.
O discurso incluiu críticas ao crime organizado, à corrupção e à desinformação, além de defender políticas públicas que garantam empregos, proteção social e direitos das mulheres.
No final, Lula reafirmou a soberania do Brasil e prometeu que o país continuará sendo um país soberano, independentemente de pressões externas.
