O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quarta-feira (14) que, na política, "tem maluco pra tudo" e que elaborar um programa em uma gestão é "difícil", mas que, para "destruir" uma política pública, basta "um passo". A fala ocorreu a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, disputa na qual ele concorre contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Durante discurso no Palácio do Planalto, na cerimônia de regulamentação do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos, Lula orientou os jovens a se organizarem para impedir a perda de conquistas sociais. A campanha do petista sustenta que, caso eleito, o filho de Jair Bolsonaro encerrará programas sociais de governos do PT, como o Pé-de-Meia, o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular — o que é negado por Flávio.
"Se preparem, porque fazer é difícil, para destruir, é apenas um passo. É um passo. Então, se organizem, para que vocês não permitam que ninguém tire o que vocês conquistaram. Porque vocês sabem que tem maluco pra tudo. Não é só maluco beleza, tem maluco pra tudo", afirmou o presidente. Lula também mencionou que um governante pode assumir e criticar iniciativas sob alegações de que ensinam bobagens ou de que não quer banheiros unissex, pontuando que são loucuras que existem.
Antes de assinar o decreto de regulamentação do Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos, aprovado pelo Congresso em abril de 2024 e sancionado no mesmo ano, o presidente testou o jogo brasileiro Árida em reunião com gamers.
O novo decreto estabelece diretrizes de comercialização, fabricação e desenvolvimento de games, proteção aos usuários e propriedade intelectual, além de criar a plataforma Game Brasil. O pacote inclui medidas de fomento, como a captação de recursos via Lei Rouanet e Lei do Audiovisual, redução de juros e do valor mínimo de empréstimos do Fundo Setorial do Audiovisual para R$ 150 mil pela Ancine, e uma chamada pública de R$ 200 milhões da Finep para startups.
