Os candidatos à presidência da República Lula e Flávio Bolsonaro têm dedicado tempo e energia a uma discussão sobre símbolos religiosos, debatendo desde a última quinta-feira (24/9) se Nossa Senhora Aparecida deve permanecer como padroeira nacional, ser substituída por Cristo ou ter sua proteção restrita ao Brasil católico. A movimentação é apontada como um estímulo a uma guerrilha religiosa no palanque com fins de manipulação eleitoreira.
Enquanto líderes globais como Donald Trump e Xi Jinping concentram esforços na liderança da Inteligência Artificial, os favoritos na disputa brasileira repetem o padrão dos últimos oito anos, baseando-se na polarização de votar em um para impedir o outro. Ambos registram empate na rejeição de metade do eleitorado nas pesquisas, faltando seis dias para o primeiro turno eleitoral.
A ausência de propostas e debates públicos sobre temas cruciais, como educação, saúde, segurança pública, investimentos e a revolução tecnológica para os 214 milhões de brasileiros, marca a campanha. Segundo assessores, os candidatos temem o confronto direto e evitam a comparação de biografias e planos.
A postura de empurrar o Estado laico para um conflito político-religioso por interesses eleitorais já gerou reflexos em crises entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e em decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Agora, o embate ameaça envolver lideranças católicas e protestantes em uma disputa sobre o padroado nacional.
