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Lula e Flávio disputam primeiro turno mais acirrado desde a redemocratização

Lula e Flávio Bolsonaro disputam o primeiro turno mais acirrado desde a redemocratização, apontam pesquisas Datafolha e Quaest.

Redação•04 de out. de 2026, 07:30
Lula e Flávio disputam primeiro turno mais acirrado desde a redemocratização
Imagem: site

Lula e Flávio disputam primeiro turno mais acirrado desde a redemocratização

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao dia da votação do primeiro turno da eleição presidencial travando o pleito mais apertado desde a redemocratização do Brasil. Pesquisas divulgadas no sábado pelos institutos Datafolha e Quaest apontam empate técnico entre os dois candidatos, deixando em aberto a possibilidade de a disputa ser resolvida ainda neste domingo, 4.

Cenário das pesquisas eleitorais

De acordo com o Datafolha, o presidente Lula registra 45% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro soma 42%. Na pesquisa da Quaest, Lula aparece com 46% contra 45% do senador. Em ambos os levantamentos, os percentuais encontram-se dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os demais concorrentes somam 13% no Datafolha e 9% na Quaest, figurando como alvos de ofensivas de voto útil e podendo sofrer desidratação até o momento da votação.

Historicamente, a série do Datafolha — iniciada em 1989, enquanto a Quaest começou em 2022 — aponta que nunca dois presidenciais chegaram tão próximos na véspera do primeiro turno. Na disputa anterior, em 2022, Lula abria uma vantagem de catorze pontos sobre Jair Bolsonaro na véspera, com 50% a 36%, embora as urnas tenham fechado com um resultado de 48,4% a 43,2%. Desde o fim da ditadura militar, apenas Fernando Henrique Cardoso conseguiu definir o pleito no primeiro turno, nas eleições de 1994 e 1998.

Movimentações na reta final

As pesquisas revelaram uma oscilação positiva para Flávio Bolsonaro, atribuída por especialistas a um movimento de voto útil da direita. Na Quaest, Lula foi de 39% para 40% em votos totais em relação ao levantamento divulgado em 28 de outubro, ao passo que Flávio passou de 34% para 38%. No Datafolha, comparando com o período entre 29 de setembro e 1º de outubro, Lula manteve 42%, e Flávio oscilou de 38% para 40%.

Entre os episódios marcantes da reta final, destaca-se o cancelamento do debate da TV Globo por Flávio Bolsonaro, após decisões judiciais que proibiram o uso de púlpito vazio para Lula e determinaram a inclusão de Renan Santos (Missão). A pauta da reforma do Judiciário foi explorada por candidatos de direita e aliados de Flávio. Do lado de Lula, iniciativas como a proibição das bets, anúncios de canetas emagrecedoras no SUS e um novo programa de renegociação de dívidas marcaram os dias anteriores à votação, além da repercussão em torno de boatos falsos envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Atuação na região Sudeste

A disputa concentrou esforços na região Sudeste, considerada o fiel da balança eleitoral. Lula lidera em Minas Gerais, enquanto Flávio Bolsonaro aparece à frente em São Paulo e no Rio de Janeiro. O petista também aposta no desempenho do Nordeste, região decisiva em sua vitória anterior.

  • Lula: Realizou caminhada pela rua Augusta, no centro de São Paulo, reunindo apoiadores. Defendeu seu legado, prometeu investimentos em educação, ciência e tecnologia, renda, redução de endividamento e o fim da escala de trabalho 6x1. Alertou sobre a importância da participação de eleitores com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo.
  • Flávio Bolsonaro: Participou de carreatas em São Paulo, acompanhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e no Rio de Janeiro, com o candidato a governador Douglas Ruas (PL). Crítico do STF, reforçou valores morais conservadores e reafirmou seu alinhamento com a frase "Meu partido é Deus, pátria e família".

Perspectivas e futuro político

O resultado das urnas definirá o futuro de ambos os concorrentes. Para Lula, a eleição representa a sua última disputa nas urnas, sendo crucial para a transição e a sustentação do PT na esquerda brasileira em caso de vitória, ou uma crise inédita em caso de derrota. Para Flávio Bolsonaro, a vitória consolida o legado bolsonarista e abre caminho para a consolidação de sua liderança política, além de eventuais articulações ligadas à situação de seu pai, Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar em Brasília.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/lula-e-flavio-levam-ao-primeiro-turno-o-duelo-mais-acirrado-desde-a-volta-da-democracia/

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