Durante um debate político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a condução da saúde pública durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro na crise sanitária da Covid-19. O Brasil registrou mais de 700 mil mortes em decorrência do vírus, posicionando-se como o segundo país com o maior número de vítimas fatais no mundo.
Em sua avaliação sobre o período, Lula afirmou que o ex-presidente não tinha a obrigação de saber como lidar com a doença, mas pontuou que a gestão deveria ter escutado especialistas da área médica. “A sociedade brasileira viveu um pânico por conta da Covid, e em nenhum momento culpei Bolsonaro, porque ele não era obrigado a saber das coisas. A única coisa que ele tinha que fazer era escutar os médicos. Não podia tomar cloroquina, não podia faltar vacina”, declarou o atual presidente, acrescentando críticas à escolha de ministros da pasta.
Ao responder aos questionamentos, o candidato Flávio Bolsonaro admitiu que a área da saúde não apresentou o melhor resultado sob a gestão de seu pai e realizou um reconhecimento de falhas. “De fato, a saúde não foi uma área que teve melhor resultado na gestão Bolsonaro, faço aqui mea-culpa, inclusive Lula tomou vacina, tem Bolsonaro dentro do Lula”, afirmou.
Em contrapartida, o candidato do PL direcionou críticas para a área de segurança pública durante os governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores, argumentando que mais de 700 mil pessoas foram assassinadas ao longo de um período de 20 anos, classificando o índice como uma pandemia evitável.
O evento que reuniu as declarações foi promovido por veículos de comunicação que incluem o jornal Estadão e as emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
