O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em reunião no Palácio do Planalto que, no passado, recorria à expressão "sangue de Cristo" para justificar a cor vermelha da bandeira do Partido dos Trabalhadores. Segundo o petista, a explicação era necessária diante de questionamentos sobre os símbolos da sigla durante a sua criação.
Durante o encontro com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e convidados de Cuba e dos Estados Unidos, Lula também comentou sobre outros símbolos partidários. Ele relatou que precisou argumentar que navegadores históricos usavam a estrela como guia e que justificava sua barba afirmando que Jesus Cristo também era barbudo.
A reunião contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva, do advogado-geral da União, Jorge Messias, e da senadora Eliziane Gama (PT-MA), além de pastores e representantes religiosos. Na ocasião, o presidente declarou que considera a religião sagrada e recusou a realização de comícios em igrejas, afirmando que faz política na rua.
Lula também criticou o celibato na Igreja Católica e a restrição para que mulheres ocupem cargos de padres e bispos, elogiando o tratamento igualitário dado às mulheres nas igrejas evangélicas. O evento teve duração de cerca de 25 minutos, sem transmissão ao vivo ou participação de jornalistas, com as declarações divulgadas posteriormente pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).
