Nova política industrial para a economia digital
O Brasil oficializou sua entrada na disputa global por infraestrutura estratégica com a sanção, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Redata. Este novo regime concede incentivos tributários para a instalação e expansão de data centers no país, visando reduzir o custo de equipamentos em um momento em que a inteligência artificial torna essas unidades ativos cruciais. A estimativa governamental é de uma renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões em 2026, reduzindo para cerca de R$ 1 bilhão nos anos subsequentes.
Contrapartidas e soberania digital
O programa impõe exigências rigorosas: as empresas devem cumprir metas de sustentabilidade, destinar parte da capacidade ao mercado brasileiro e investir em pesquisa e desenvolvimento. A iniciativa busca mitigar a dependência digital, visto que, segundo a Anatel, cerca de 60% da carga digital brasileira é processada no exterior devido a custos operacionais que chegam a ser 30% mais baratos fora do país.
Desafios de infraestrutura e energia
Embora o Redata suspenda tributos como PIS/Cofins e Imposto de Importação, o setor enfrenta desafios físicos. A expansão dos data centers exige energia contínua e estável. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) monitora pedidos de conexão que somaram 26,2 gigawatts no final de 2025. O sucesso da medida dependerá não apenas do benefício fiscal, mas da capacidade do país em prover infraestrutura de rede e energia renovável para suportar o crescimento acelerado do setor.
